Avaliação: uma prática construtiva

28/nov/2012 . 11:46


A avaliação como parte integrante do processo de ensino-aprendizagem, deve servir como instrumento motivador dessa ação, pois as informações adquiridas são relevantes tanto para alunos como para os professores: os alunos serão contemplados com a possibilidade de verificar os seus avanços e as dificuldades; os educadores terão a oportunidade de observar se a sua prática docente está surtindo bons resultados e o que é necessário ser reformulado. Deste modo, Luckesi (2005, p. 33) afirma que “o educando poderá sentir que sua relação com o educador é uma relação para a vida, para o crescimento, para o desenvolvimento, para a construção de si mesmo e de identidade, da forma como é em seu Ser”.

 

Diante do contexto social, alguns educadores, mesmo conscientes de seu papel agem de forma arbitrária e improvisada sem se preocuparem com o caráter discriminatório, excludente e classificatório de sua prática avaliativa. No entanto, é preciso oportunizar ao educador a análise crítica e reflexiva sobre a incoerência existente entre o processo educativo e o ato de avaliar usado para julgar ou obter resultados. Isso envolve todo um processo de meditação e análise que seja capaz de esclarecer quais os desafios enfrentados por cada um no processo educacional.

Também, exige uma grande vontade de inovação, uma busca pelo equilíbrio entre utopia e realismo no momento de propor e realizar a prática avaliativa; um desejo intenso de não repetir velhas fórmulas, mas sim, preservar tudo que de mais valioso foi construído no decorrer das mudanças no setor educacional.

Por outro lado, é indispensável que, além de participar do processo de elaboração das diferentes ações avaliativas, que o educador tenha o compromisso de colocá-las em prática. Ao conceber a aprendizagem como resultado da interação escola/família, é necessário, reconsiderar o papel da família como um lugar decisivo, no qual o indivíduo aprende seu papel, juntamente com os valores e as atitudes que vão permear toda sua vida estudantil. Para isso, é essencial rever as novas formas de avaliar, observando as dificuldades que a maioria dos pais e filhos passa, em relação à disponibilidade do tempo, de maneira que os pais possam conciliar sua vida profissional e pessoal, já que, sem isso, será difícil para as famílias recuperarem o tempo e o espaço para educar seus Sendo assim, é preciso rever o processo de avaliação que não pode ser confundido com a mera aplicação de um conjunto de testes e provas, para apenas verificar se o aluno absorveu o conhecimento ou não, mas sim, uma prática utilizada como meio de preparação do educando para a aquisição de sua autonomia. Nesse sentido, é preciso resignificar a prática educativa na condução dos processos e fenômenos constituídos e desenvolvidos dentro da escola e que concorrem para uma aprendizagem efetiva e significativa, visando à  ransformação da sociedade em que está inserido.

Afirma Libâneo que:

(…) a avaliação sempre deve ter caráter diagnóstico e processual, pois ela precisa ajudar os professores a identificarem aspectos em que os alunos apresentam dificuldades. A partir daí, os professores poderão refletir sobre sua prática e buscar formas de solucionar problemas de aprendizagem ainda durante o processo e não apenas no final da unidade ou no final do ano letivo. (LIBÂNEO, 2004, p. 253) É primordial que seja assegurada a qualidade formativa, inclusiva e social da educação, e que a escola tome decisões de natureza pedagógica assumidas pelo coletivo. Tais como: a definição de parâmetros de avaliação; a elaboração e execução de projetos específicos; e, procedimentos que devam ser colocados em prática para reduzir índices de repetência e evasão, etc. No entanto, Jussara Hoffmann (2000, p.

107) argumenta “que uma prática libertadora da avaliação não exige obrigatoriamente uma revolução de métodos e técnicas, mas uma compreensão diferenciada do seu significado, uma consciência crítica de nossas ações”. Cabe à escola, portanto, redefinir o seu papel, utilizando o seu espaço de autonomia e os elementos imprescindíveis a qualificação do ensino, visando consequentemente, o sucesso escolar de seus alunos.

E-mail: eline_protazio@hotmail.com. Graduada em Letras / Inglês – Faculdade de Tecnologia e Ciências/ EaD. Pós-graduada em Psicopedagogia Institucional / FINOM. Especialista em Gestão Escolar / UFBA.Professora de Língua Portuguesa, Literatura e Artes no Ensino Fundamental e Médio da rede particular epública.

 

Por Elineusa Protázio Bomfim Pinto

2 comentários

#1JOSE RONALDO28 de novembro de 2012, 22:02

A avaliação tem como objetivo principal dá elementos para que todos os envolvidos na escola possam superar suas dificuldades e melhorar seu desempenho. Por isso, a avaliação não deve ter um caráter punitivo, más sim ser encarada como algo positivo e necessário para a qualificação do processo educativo.
Desenvolver um processo de reflexão crítica sobre a prática pedagógica, buscando sua constante melhoria;
Estimular uma atitude positiva de auto-avaliação, no sentido de identificar avanços e dificuldades no trabalho docente;
Pensar e propor coletivamente estratégias de superação de dificuldades encontradas pelo educador, com vistas à melhoria de seu desenvolvimento profissional e da qualidade do processo ensino-aprendizagem.

#2Ed23 de março de 2013, 0:16

Bom pensamento da senhora Elineusa,teria sido ótimo se enquanto secretária de educação tivesse feito cursos para informar e capacitar mais os educadores,deixá-los mais preparados para a avaliação,e tivesse respeitado a categoria ao invés de ter deixado Ziléia dar as ordens e humilhar os educadores.

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