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Gravidez na adolescência

A maternidade na adolescência apresenta-se como um grave problema social, não afetando apenas os jovens, mas toda a sociedade. Gravidez e parto na vida das adolescentes constitui uma desvantagem social diferenciada por renda, incluindo, predominantemente, mulheres mais pobres. A gravidez na adolescência não constitui fenômeno recente na história da humanidade. Na antiguidade, contratos de casamentos eram lavrados quando a menina encontrava-se entre 13 e 14 anos de idade.

            A gravidez na adolescência tem sido objeto de estudo, pois um quarto da população mundial é constituído por adolescentes e contribui efetivamente para o aumento das taxas de fecundidade e mortalidade materna infantil. Entre os fatores biológicos, o início, cada vez mais precoce, da puberdade e da idade da primeira menstruação têm contribuído para uma iniciação sexual precoce associada ao descobrimento das adolescentes sobre a fecundidade e a saúde reprodutiva, tanto por falta de orientação da família, como da escola, ou do serviço de saúde. Entretanto ressalta-se a pouca importância que a adolescente dá ao uso dos métodos contraceptivos, assim como, na maioria dos caso, ao uso incorreto dos mesmos.

            Problemas físicos psicológicos e sociais podem transtornar a adolescente, que geralmente se isola da família, dos amigos, abandona a escola e procura atenção médica tardiamente.       Esse isolamento muitas vezes é endossado pela família e pela escola, que têm dificuldade em reconhecer e admitir a sexualidade da jovem grávida. No Brasil os partos de adolescentes mantém um crescimento, a cada ano, ilustrando uma realidade alarmante, em que a adolescência é a única faixa etária na qual a incidência de gravidez está aumentando. Os estudos e pesquisas evidenciam que os brasileiros estão iniciando, cada vez mais cedo, a vida sexual.

            A mortalidade infantil aparece como uma das consequências da gravidez na adolescência, apontando que essas crianças estão mais sujeitas a sofrer o impacto das causas exógenas, contribuindo assim para maiores probabilidades de morte. A gravidez precoce implica em mortalidade materna em meninas menores de 16 anos, e a gravidez pode ser considerada de risco, devido a problemas específicos da gestação, como a formação incompleta do aparelho reprodutivo e a desnutrição.

            Em vista disso, a gravidez precoce precisa estar na pauta de toda sociedade, pois realmente mantém uma estreita relação com a baixa escolaridade e exige um comportamento maior de pais e professores. O nível de educação da mulher jovem, muitas vezes, relaciona-se com a gravidez. A escola e a família podem ser recursos valiosos, pois é na família que a adolescente obtém segurança e, na escola, as informações. Por outro lado, a gravidez na adolescência não pode ser vista como um obstáculo que induz a jovem a abandonar a escola e o mercado de trabalho, uma vez que a escolaridade é essencial ao adolescente no seu processo de crescimento.
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