Mais uma vez, os educadores da rede pública municipal de Iguaí compareceram à Câmara de Vereadores para uma sessão, hoje (06), quando seria votado o Plano de Cargos e Salários do Município.
Welton Amado, Ranulfo Moreira, e Rubeval Pinto(Foto: Iguaí Mix)
No entanto, o que se viu foi uma decepção, logo no início, quando o presidente da casa, o vereador Ranulfo Moreira, anunciou que o plano não estaria sendo votado naquela sessão, devido à necessidade de uma análise melhor por parte da comissão responsável e dos vereadores de um modo geral.
Alguns professores que se encontravam no local se retiraram revoltados com essa situação que já dura há anos. O plano atual foi enviado para aprovação há quinze dias e até o momento não houve ainda nenhum parecer sobre a sua aprovação ou não.
A diretora da APLB Sindicato de Iguaí, Rosânia Vieira, novamente fez uso da tribuna popular da câmara para esclarecer sobre as mudanças feitas no plano e comentar a reunião com o técnico do sindicato, Joel Câmara, que explicou tanto aos vereadores, quanto aos educadores as dúvidas existentes.
Professores compareceram, mais uma vez, à sessão da câmara(Foto: Iguai Mix)
Rosânia questionou “até quando iremos reivindicar o que nos é de direito?” Também salientou que o plano contempla a todos os que trabalham com a educação em Iguaí.
Logo a seguir, a palavra foi franqueada e a vereadora Ionara Caroso disse que não via motivo para o plano não ser aprovado. Ela salientou que “há apenas trinta dias para realizar as sessões e essa era a terceira discussão para a aprovação do plano, que é um direito de todo servidor público”.
O vereador Luiz Cunha falou que iria dizer o que aconteceu exatamente essa semana. Segundo ele, foi percebido, durante a reunião com o técnico da APLB, algumas alterações que foram feitas no projeto original e que alguns artigos foram alterados. Por isso mesmo, não poderia votar o Plano de Cargos e Salários naquela sessão.
Luiz Cunha, Ionara Caroso e Sabino Chaves durante sessão na câmara(Foto: Iguaí Mix)
Também o vereador Ademar Rios disse que, na semana passada, havia comentado que era preciso analisar o projeto e se fosse preciso algumas alterações, elas deveriam ser feitas. Ainda aproveitou a oportunidade para fazer um apelo: “há mais de dois mil alunos perdendo aula e quero saber como ficará a situação desses alunos”. O vereador citou o não pagamento do transporte escolar e denunciou o que aconteceu com os estudantes do distrito de Palmeirinha ontem (05).
Osmário Rocha disse que não é contra a aprovação do Plano de Cargos e Salários, mas seria preciso analisar melhor. No entanto, enfatizou que o projeto será um benefício para a educação de Iguaí. Falou também sobre a situação dos estudantes que estão sem aula. Disse que esses problemas são “uma falta de responsabilidade política”.
Osmário Rocha e Ademar Rios na sessão de ontem na câmara(Foto: Iguai Mix)
Continuando a sessão, o vereador Sabino Chaves disse que a preocupação dos vereadores é votar o projeto, mas desde que seja debatido com as entidades responsáveis. O vereador Rubeval Pinto também comentou sobre o Plano de Cargos e Salários. Disse que os vereadores não são omissos, que todos estão lutando pelos direitos do funcionário público.
Welton Amado comentou também sobre as alterações sofridas no projeto. Disse que necessitava algumas mudanças e, por isso mesmo, ao se reunir com o técnico da APLB questionou alguns pontos. Também indagou o porquê do projeto não ter sido enviado antes para que fosse feita uma discussão com mais tempo.
Finalizando a sessão, o presidente da Câmara Ranulfo Moreira, disse que na próxima sessão o projeto será votado, já que houve tempo suficiente para que ele fosse analisado.
Por José Carlos Assunção Novaes
Confira ENTREVISTA com Rosânia Vieira
Assista VÍDEOS da sessão


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