Chance de chuva anima Alonso para decisão: ‘Preciso de corrida estranha’

24/nov/2012 . 11:47


Com 13 pontos de desvantagem para o líder do Mundial de Fórmula 1, Sebastian Vettel, o espanhol Fernando Alonso tem apenas uma corrida para descontar esta diferença se quiser se sagrar o mais jovem tricampeão da categoria. Porém, um fator pode ajudar o piloto da Ferrari neste domingo, no GP do Brasil: a chuva. Em entrevista ao jornalista Reginaldo Leme no programa “Linha de Chegada”, do SporTV, o piloto declarou que torce por um cenário mais instável para a disputa da prova. Precisamente, algo que torne maiores as chances de uma reviravolta no campeonato e que, por consequência, lhe dê o título.

 

Foto: Editoria de Arte/ Globo Esporte

- A chuva seria uma variante a mais, um fator a mais na corrida. Está claro que precisamos de uma corrida estranha. Em uma corrida normal, no seco, as RBR largam em primeiro e segundo e vencem a corrida. A não ser que quebrem, é difícil pensar que podemos tomar esses 13 pontos. Com a chuva, pode-se ter uma possibilidade a mais. Talvez estejam falando demais da chuva durante esta semana, parece até que se chover vamos ganhar e que eles irão muito mal, mas os RBR na chuva podem ser favoritos. Mas tem esse fator a mais, e pode ser bom – avalia o competidor, que está na Ferrari desde 2010.

De acordo com os boletins meteorológicos, as chances de a corrida ser disputada com pista molhada ultrapassam os 90%. Um desafio que contrasta de maneira brutal com o tempo extremamente seco dos treinos livres de sexta-feira, quando a umidade relativa do ar variou entre os 10% e os 16% na cidade de São Paulo, e a temperatura bateu os 33ºC no ambiente, com cerca de 50ºC no asfalto.

Chuva costuma definir a vitória no Brasil

Para aumentar as esperanças de Alonso, o histórico de Interlagos desde que a corrida voltou para a capital paulista, em 1990, prova que as coisas raramente ficam próximas da lógica quando o céu manda água. Nas duas vitórias de Ayrton Senna, em 1991 e 1993, o brasileiro não tinha o carro mais rápido da pista, mas superou os adversários com ajuda da chuva. Uma década depois, em 2001 e 2003, novamente o GP do Brasil foi afetado pela chuva, e em ambas as ocasiões ela definiu o vencedor. Na primeira vez, o favorito Michael Schumacher – que terminaria o ano como campeão pela Ferrari – errou na escolha dos pneus e acabou superado pelo rival David Coulthard, da McLaren. Por pouco, o alemão não perdeu também o segundo lugar ao dar uma rodada e uma escapada na tentativa de alcançar o escocês.

Já no outro ano, Schumi não teve a mesma sorte. Ele integrou a lista de pilotos que foram vitimados por uma forte pancada de chuva que fez com que vários carros batessem, muitos deles na mesma curva. Somente oito pilotos completaram a prova, e mesmo assim ela terminou muito depois da bandeirada. Como a corrida foi interrompida no momento em que Alonso acertou os destroços deixados por uma batida de Mark Webber na curva do Café, teria que valer o resultado da volta anterior. Mas um erro na cronometragem fez com que o italiano Giancarlo Fisichella subisse ao pódio na segunda posição, com o finlandês Kimi Raikkonen recebendo o troféu de vencedor. O engano só foi descoberto dias depois, e a troca das taças foi feita na corrida seguinte.

Novas datas, velhas confusões

A série de confusões com as águas de março que fechavam o verão estimulou os organizadores a alterar a data da corrida, passando o GP do Brasil para o fim do calendário. Desde 2004, foram disputadas oito corridas de F-1 entre os meses de setembro e novembro, mas a chuva continuou teimando em aparecer em algumas ocasiões. Logo no primeiro ano, uma garoa nas voltas iniciais prejudicou o rendimento do pole, Rubens Barrichello, cuja Ferrari usava pneus que rendiam melhor com a pista seca ou completamente molhada. A indefinição climática ajudou o colombiano Juan Pablo Montoya, que contou com a aderência dos compostos utilizados pela Williams para ganhar a liderança e ficar com a vitória.

Em 2008, a chuva foi mais uma vez protagonista. Um verdadeiro toró a instantes da volta de apresentação adiou a largada em dez minutos, e a corrida começou com pista úmida. Mas nada comparado às voltas finais, quando ela voltou a cair e fez com que os líderes parassem para trocar pneus. A Toyota de Timo Glock permaneceu na pista, mas não conseguiu segurar a McLaren de Lewis Hamilton, que ultrapassou o alemão na última curva e assim conseguiu chegar na posição que precisava para tirar o título do vencedor, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari.

Já em 2009, a chuva não deu as caras durante a corrida, mas causou um transtorno imenso durante o treino classificatório de sábado. A água caía com tanta intensidade que a sessão ficou paralisada por quase três horas. Enquanto a pista era tomada por verdadeiros rios, os pilotos aguardavam nos boxes. Quando a luz natural já estava no limite, a pista enfim ficou em condições de receber novamente os carros, que andaram no asfalto ainda molhado. A pole ficou com Barrichello, então competindo pela Brawn. No ano seguinte, brasileiro esteve perto de repetir a dose em outra sessão com pista molhada – mas nem tanto, desta vez. A posição de honra coube a seu companheiro, o estreante alemão Nico Hulkenberg, que surpreendeu a todos ao fazer a melhor volta.

Curiosamente, os dois títulos que Fernando Alonso conquistou na Fórmula 1 foram em Interlagos, ambos em corridas com pista seca. Porém, em 2005 e 2006 era ele que estava em vantagem. Para quem não tem nada a perder, até que um pouco de água não seria má ideia neste domingo. O GP do Brasil será transmitido ao vivo pela TV Globo, a partir das 14h.

 

Por Alexander Grünwald, Felipe Siqueira e João Gabriel Rodrigues/Globo Esporte

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