Em média, acontece um ataque a cada dois dias em todo o estado
Os índices de atentados a bancos na Bahia continuam alarmantes. Isso por que até a quarta-feira (27) foram 147 ocorrências em todo o estado, segundo dados do Sindicato dos Bancários do Estado da Bahia. Em média, acontece um ataque a cada dois dias.
Ainda de acordo com os dados do sindicato, o número registrado é 33% maior do que todo o ano de 2011, quando foram contabilizados 110 ataques. Somente no inicio deste mês, três unidades bancárias de Ituberá foram assaltadas simultaneamente. Na ação, os funcionários dos bancos e os clientes ficaram sob o poder dos assaltantes por algumas horas.
Os maiores índices em atentados a caixas eletrônicos acontecem durante a madrugada, segundo o comunicado do Sindicato dos Bancários. Na semana passada, na cidade de Santa Terezinha, por exemplo, o caixa do Bradesco ficou completamente destroçado depois de uma explosão. A porta giratória e o teto de gesso também foram danificados.
Os números mostram que as unidades localizadas em cidades do interior são mais vulneráveis às ações. No total, foram 119 casos contra 28 em Salvador. O Banco do Brasil é o principal alvo, com 89 ocorrências.
Segurança
Durante entrevista a Mário Kertész no Jornal da Bahia no Ar, na última terça-feira (27), o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, afirmou que estão sendo desenvolvidas diversas ações para reprimir esse tipo de crime.
“Através da inteligência, que faz a troca de informações entre a Polícia Militar e a Polícia Federal nas fronteiras, nós temos monitorado as ações. Essas quadrilhas transitam não só aqui no estado, mas entre Minhas Gerais e Mato Grosso. Nós estamos colocando um pessoal qualificado no interior e, ainda nessa semana, vamos estar recebendo um avião e um helicóptero para fazer a mobilidade dos policiais”, explicou.
Barbosa concluiu dizendo que as ações desenvolvidas já estão dando resultados. “Somente nesse ano já prendemos 15 quadrilhas. Isso é uma demonstração do esforço da polícia no interior e na capital”.
Por Talita Ribeiro/Metro1



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