A Festa de São João sempre atraiu grande público pela sua originalidade caipira e, claro, pelas deliciosas comidas típicas.As vendas nesse período, fazem com que a procura por produtos típicos como o milho,bolos e canjicas, aumentem 10 vezes mais nos grandes supermercados, só perdendo para o Natal. E nesse contexto, a Bahia se destaca pela autossuficiência na produção de quase todos os itens que compõe a mesa dos nordestinos nos festejos juninos.
(Foto: Divulgação)Atualmente, a produção de milho tão utilizado no preparo de bolos, canjicas, nesse período está centralizada em duas regiões: o Oeste, que desde a década de noventa já está consolidada como a zona de excelência para o cereal no Estado; e, nos últimos anos, o nordeste do Estado vem alcançando índices de produtividades muito expressivos, apresentando-se como área importante neste segmento, de acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura (Seagri)
Produção
A produção estadual do cereal, em 2013, elevou-se em 13,97% em relação ao ano anterior, passando de 1,88milhões de toneladas para os atuais 2,15 milhões de toneladas. No Oeste, houve o problema da praga, prejudicando a lavoura na região, entretanto, no nordeste do estado, além de não ter sofrido com praga, choveu bastante, o que proporcionou um bom desempenho da lavoura.
A safra nacional de milho teve uma significativa elevação em relação à produção do ano passado, fato que contribuiu para reduzir o preço do produto no mercado interno.
Em Barreiras, por exemplo, em novembro de 2013, a saca do produto teve uma cotação média de R$ 22,00 enquanto que nesse mesmo período de 2012, era comercializada em torno de R$ 30,00.
Todos esses fatores têm fomentado o aumento nas vendas nos grandes supermercados nesse período.
Na rede Bompreço, por exemplo, as vendas de São João fazem com que a procura por produtos típicos como o próprio milho, leite de coco e misturas para bolos e canjicas, aumentem 10 vezes nas lojas do Bompreço e Hiper Bompreço da Bahia. E nas padarias da rede, o período junino é o segundo mais movimentado do ano, só perdendo para o Natal, com uma expectativa de 20% de crescimento em relação a 2013.
Os bolos e os quitutes tradicionais – bolo de milho, broa, bolo de tapioca e pé de moleque – estão entre os mais vendidos. Mas é o tradicional bolo de aipim – vendido ao longo do ano inteiro – que tem nesse período o seu pico de venda. A iguaria é a mais procurada nos nove estados nordestinos, segundo informações da rede de supermercados Bompreço.
A Bahia é líder também na produção da laranja. Concentrando-se atualmente no município de Rio Real, que é responsável por mais de 70% do fornecimento em todo estado e 60% do abastecimento de Sergipe.
Ivan Fontes, diretor de apoio ao desenvolvimento territorial da Superintendência de Agricultura familiar da (Seagri), destaca que a Bahia é um estado de característica rural.
Segundo ele, 700 mil famílias vivem da agricultura familiar de diversas culturas como aipim, laranja, milho, amendoim e cerca de 90% dos municípios baianos depende da produção agrícola. O aipim, por exemplo, é uma cultura comum em todas as regiões da Bahia com significativa procura durante no São João, segundo Fontes.
“Cerca de 75% do que vai para o consumo dos brasileiros vem da agricultura familiar. Essa tem sido uma característica bastante comum, já que as pessoas têm buscado produtos que ofereçam melhor qualidade de vida. Somos autossuficientes em todas as culturas que compõem a mesa dos Nordestinos o ano inteiro”, afirmou.
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Por Tribuna da Bahia


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