Sindicato dos Bancários de Conquista e Região realizou mais uma viagem à base, nesta terça-feira (26), e constatou uma intensa sobrecarga de trabalho nas agências bancárias de Itapetinga.
Foto: Ascom SEEBNa agência da Caixa Econômica Federal, até a pausa dos 10 minutos de descanso, garantida no acordo coletivo, está sendo descumprida, por conta do excesso de trabalho.
O Sindicato apurou que os cinco caixas que trabalham na unidade nunca podem realizar a pausa, pois as filas imensas não permitem que os bancários façam o revezamento.
“No geral, em quase 90% das agências de Itapetinga, a pausa de 10 minutos não é cumprida e não há uma movimentação da administração no sentido de fazer valer essa nossa conquista. Não há um argumento plausível para que a CEF negue nossa demanda”, informou o Delegado Sindical da agência, Parmênio Alves Martins.
Caixa descumpre lei
As pausas durante a jornada diária visam à recuperação das plenas condições físicas e mentais dos trabalhadores e estão garantidas pela Norma Regulamentadora 17, do Ministério do Trabalho e Emprego.
“Após cada 50 minutos trabalhados, o caixa deve permitir que a mente e o corpo se refaçam do esforço aplicado às tarefas. Assim, o colega readquire condições de cumprir suas rotinas com conforto e segurança. E o mais importante: evitar as doenças ocupacionais tão comuns à atividade bancária”, alertou o Diretor do Sindicato, Wilton Novais.
A Superintendência Regional da Caixa foi procurada e alegou que a pausa deve ser obedecida. “Se a legislação não está sendo cumprida, vamos acionar os gestores para que problema seja corrigido. O posicionamento da Caixa é o de cumprimento da legislação”, declarou o Superintendente Regional, José Ronaldo Cunha.
Terceirizados e estagiários
Durante a visita à agência da Caixa, o Sindicato também apurou que estagiários e terceirizados estão assumindo funções de bancários no atendimento ao público.
“Recentemente, denunciamos que, em Brumado, a Caixa estava com essa prática abusiva. Aqui em Itapetinga, a instituição age de forma semelhante. Estamos em um banco público, que realiza concursos com freqüência, mas não observamos melhorias na prática. Os colegas estão sendo afetados, com graves prejuízos à saúde”, denuncia o presidente do Sindicato, Delson Coêlho.
A Superintendência da CEF também afirmou que vai averiguar a situação e tomar as providências com relação ao desvio de função.
Por Ascom SEEB


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