eis jogos foram realizados na Arena Fonte Nova. Seria natural um centroavante ter o status de artilheiro do estádio, como foi Osni no antigo estádio. Porém, o primeiro volante Michel leva a fama de artilheiro da praça, com dois gols, junto com Zé Roberto.
(Foto: Lúcio Távora | Ag. A TARDE)Além de goleador, Michel leva a alcunha de matador nos clássicos da Fonte. Nos dois Ba-Vis, o atleta rubro-negro estava lá, comemorando uma bola na rede. No próximo domingo, na primeira final, ele quer manter a coroa de goleador.
“Se tiver oportunidade e sobrar novamente para mim, tento fazer outro. Foi surpreendente converter nos Ba-Vis. Em 2012, fiz dois durante todo o ano. O primeiro gol no Ba-Vi veio pelo oportunismo. No segundo, tive a liberdade de cabecear na área e peguei aquela sobra. Oportunismo também, né?”, disse Michel, satisfeito.
Liberdade – Mesmo pregando respeito ao Bahia, Michel não esconde o desejo de continuar com a média de um gol por clássico em 2013. Se depender do esquema tático de Caio Júnior, o artilheiro pode marcar novamente.
“Caio Júnior pede muito para eu arriscar chutes de longe distancia. Ele me dá esta liberdade, que não tive em 2012. Mesmo como segundo homem do meio, Carpegiani me pedia para dar prioridade ao passe, evitando arriscar ao gol”, lembrou.
Mesmo empolgado, Michel sabe que será difícil manter o status de goleador da fonte. “Carregar o apelido de artilheiro da Fonte não pode fazer parte da minha vida. Nunca fui de fazer gol e sou primeiro volante. Não vou sustentar este status, né? O Zé Roberto também fez dois gols, mas acho que ele ainda é dúvida para o Ba-Vi. Veremos se posso me isolar…”, brincou.
No Campeonato Baiano, Michel tem mais gols que cartões amarelos. No Estadual, o volante rubro-negro ainda não levou advertências. Porém, o atleta garante que é criticado pela falta de cartões.
“É difícil um volante não levar amarelo. Eu ainda não levei no Baiano, mas mesmo assim recebo reclamação do tipo: ‘onde já se viu volante não levar amarelo?’. Para ser bom precisa levar cartão?”, indagou.
Em 2013, Michel só levou um amarelo, ainda no Nordestão. Em 2010, quando o atleta ainda tava no Ceará, a situação era contrária. Ele foi eleito o ‘carniceiro do Brasileirão’, segundo o próprio atleta. Foram 15 amarelos e dois vermelhos.
“Hoje estou visando mais a bola e não gasto minha saliva com juiz. Se ele já apitou alguma coisa, não adianta mais reclamar. Eu viro e caio fora. Qualquer coisa é suspensão”, receitou Michel. O volante rubro-negro atuou em 72 jogos vestindo a camisa do Vitória. Foram quatro gols.
Três perguntas para o volante Michel
Como é atuar como primeiro volante num esquema com meias bastante ofensivos. Sobrecarrega?
Neste esquema atual, não. Nosso meio tem muita qualidade. Cajá, Luís Alberto e Escudero são diferenciados. Eu tenho que cobrir as investidas ofensivas deles e dos laterais. Fico encarregado de ficar na frente da zaga, caçando os adversários.
Cobrir as jogadas ofensivas não sobrecarrega?
Vou comparar com o ano passado. Só eu e Uelliton corríamos sozinhos no meio. Os demais eram praticamente atacantes e não marcavam. Sobrecarregava. Este ano não. Escudero e Cajá são meias e povoamos o meio-campo, ao contrário de 2012. É bem diferente.
Você tem um bom condicionamento físico e dificilmente se queixa de problemas musculares. Qual a receita?
A parte física é fundamental. Antes os jogadores corriam entre 6 e 8 quilômetros por jogo. Hoje subiu para 11. Nem todo mundo consegue suportar esta correria. Acho que o futebol é 70% físico e o resto é qualidade. Se hoje eu fui 100% no treino, amanhã quero ser 200%. Nunca estou satisfeito. Para mim, é uma cobrança necessária.
Por Moysés Suzart/A Tarde


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