Apenas em seu terceiro combate entre os meio-pesados, Spider diz que quer retribuir apoio do público em novo combate em solo brasileiro.
Por Luis Fernando Coutinho – Lancenet.com
Normalmente descontraído e até debochado dentro do octógono, Anderson Silva confessou um sentimento diferente para o UFC 153, que ocorrerá neste sábado no Rio de Janeiro. O nervosismo vem do fato de lutar pela segunda vez em solo brasileiro desde que se tornou o maior expoente do MMA.
Foto: Lancenet.comMas, mesmo com um certo “frio na barriga”, Spider afirmou em entrevista concedida ao LANCENET! que pretende obter uma nova vitória contundente, desta vez contra Stephan Bonnar, na Arena HSBC.
– Quero recompensar os fãs que torceram e estiveram comigo na minha última luta (contra Chael Sonnen, no UFC 148). Estou nervoso em lutar aqui de novo. Quero dar um espetáculo a todos eles. Prefiro lutar lá fora, o nervosismo é menor. Lutar aqui não é fácil – afirmou.
Além de ter o público carioca como “adversário”, Anderson lutará em uma categoria na qual não está acostumado. Hegemônico entre os médios, o brasileiro fará o seu terceiro combate nos meio-pesados.
O retrospecto, ao menos, é favorável. Foram duas lutas feitas por Anderson nesta divisão. Ambos os combates terminaram com vitórias marcantes: nocaute em um minuto contra James Irvin (2008), e outro nocaute, em três minutos, contra Forrest Grifffin (2009).
Apesar de se mostrar tão competitivo nos meio-pesados quanto nos médios, Anderson descarta subir de divisão para travar uma superluta com o campeão Jon Jones.
A subida de categoria, desta vez, tem mais a ver com a necessidade que o UFC tinha no momento. A luta principal do evento estava marcada anteriormente para ser entre José Aldo e Frankie Edgar. No entanto, um acidente de moto impossibilitou o brasileiro de subir no octógono, e fez com que o UFC chamasse o Spider.
Uma vitória significará o 17 triunfo seguido para Anderson Silva. O brasileiro não sabe o que é ser derrotado desde janeiro de 2006, quando caiu perante o japonês Yushin Okami, a quem derrotou posteriormente no UFC 134, também disputado no Rio de Janeiro.
Spider explica como ‘salvou’ o UFC Rio 3
Depois do cancelamento do UFC 151, o maior evento de MMA do planeta correu o risco de ver mais um dos seus torneios não existir, novamente por causa de lesão. Um acidente de moto fez com que José Aldo lesionasse o pé direito, o que o impossibilitou de estar na luta principal contra Frankie Edgar.
Contudo, bastou apenas uma ligação de Dana White, mandatário do evento, para Anderson Silva, para que o UFC Rio 3 tivesse novamente uma luta principal.
– Como funcionários do UFC, atletas brasileiros e como fãs do esporte, fizemos a nossa parte. Quando nos propusemos a lutar de última hora, foi por pensarmos no esporte e nos atletas que ficariam sem lutar. Pelo publico também. Devemos tudo a eles – disse Spider.
Ao lado de Anderson, outro brasileiro também ajudou a salvar a edição verde e amarela do evento. Rodrigo Minotauro, ex-campeão do pesados, estava próximo ao Spider quando este recebeu o convite para lutar. Prontamente, ele se dispôs a subir no octógono carioca.
Afastado desde o fim do ano passado, Minotauro fará contra o americano Dave Herman o seu primeiro combate desde a lesão sofrida no braço direito, durante a derrota para o também ianque Frank Mir.
Bate-Bola – Anderson Silva
LANCENET!: O que você achou das declarações de Stephan Bonnar, que disse ter medo de morrer contra você?
Anderson Silva: Ele está brincando. Essas coisas que ele fala é de sacanagem. Obviamente que é brincadeira.
LNET!: Como foi o período em que você foi chamado para lutar no Rio?
AS: Eu estava treinando com o Rodrigo Minotauro. Estávamos gravando um comercial. Bem no intervalo, meu telefone tocou. Recebemos a notícia juntos e decidimos juntos aceitar este desafio.
LNET!:Há também a especulação de que você poderia enfrentar o Georges St. Pierre. O que você acha desse possível combate?
AS: Espero que essa luta aconteça no ano que vem. Depois da luta contra o Stephan Bonnar, nós decidiremos sobre isso.


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