Do grupo de 23 jogadores convocados para a Copa das Confederações, no time de Luiz Felipe Scolari, quatro nasceram no Nordeste e outros dois criaram vínculos atuando por clubes da região.
(Foto: Fernando Bizerra Jr. | EFE)Por conta disso, esta parcela – que representa 26% do elenco verde e amarelo – comemora a minimaratona de oito dias que a Seleção Brasileira fará em duas capitais da região: Fortaleza (Ceará) e Salvador (Bahia), onde fica até 23 de junho.
“O povo nordestino é… como posso dizer?… mais gente boa. É isso! Mais aberto para receber o brasileiro, sem muitos preconceitos. Por isso, tenho certeza de que haverá uma grande festa nos dias que jogaremos lá, tanto nos treinos como nos jogos mesmo. Estamos esperando muito apoio”, afirmou o volante Hernanes, nascido no Recife, em Pernambuco.
Alavancado pelo crescimento econômico dos últimos anos (com PIB do trimestre de 2013 superior à média nacional: 2,05% x 1,05%), além de beneficiado por arranjos políticos, o Nordeste é a região que mais receberá jogos da Copa das Confederações.
Serão nove de 16 partidas – o que significa 56,25%. Destas, ainda há uma semifinal (em Fortaleza) e a disputa de terceiro lugar (em Salvador).
Atrás vem o Sudeste, com seis duelos e, por último, o Centro-Oeste, com uma única partida realizada em Brasília.
“É muito bom ver o Nordeste como uma força grande no País. Mas eu, por exemplo, só joguei uma vez na Fonte Nova, pelo Juventude, em 2004. A emoção vai ser maior agora. Pode mandar chamar o pessoal da Bamor, que são meus coligados, para encher o estádio e apoiar a Seleção”, brinca o zagueiro Dante, nascido em Salvador, e torcedor declarado do Bahia.
Um só País – Nascido em Diadema, interior de São Paulo, David Luiz é um dos jogadores que podem ser incluídos na lista de identificados com o Nordeste por conta da sua atividade profissional.
Revelado pelo Vitória em 2005, o zagueiro não esconde a identificação com esta faixa geográfica do Brasil.
“Gostava muito de jogar na antiga Fonte Nova, com o barulho que fazia a empolgação do povo. Muita gente dizia que ela era velhinha, mas pra mim sempre foi muito boa. Já estou ansioso para pisar lá de novo”, disse o zagueiro, em entrevista ao A TARDE.
Com um discurdo diplomático, o defensor, porém, não aponta diferenças entre o perfil de torcer do nordestino e dos brasileiros do restante do País. “O Brasil é um só, sem separações. Queremos conquistar essa união com uma grande festa por aqui”, declara.
Outro ‘forasteiro’ acolhido por estas bandas está o volante Luiz Gustavo. Paulista de Pindamonhangaba, o atual titular da Seleção foi revelado pelo Corinthians de Alagoas, passando em seguida pelo CRB.
O próprio técnico Luiz Felipe Scolari também entraria neste grupo de ‘asilados pela região’. Seu primeiro clube profissional como treinador foi o CSA, de Alagoas, em 1982.
“O ponto positivo de jogar no Nordeste é que os torcedores reconhecem sua história mesmo depois de você ter saído daqui após tanto tempo. Esse carinho é o que fica pra sempre”, aponta o atacante Hulk, paraibano de Campina Grande, revelado pelo Vitória em 2005.
Por André Uzêda*/A Tarde


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