Garantido pela inclusão do produto na Política de Garantia do Preço Mínimo da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento do Governo Federal. O anúncio foi feito pela presidente da República, Dilma Roussef, na quinta-feira, em Salvador.
A medida era uma das principais reivindicações dos produtores do sul da Bahia, que nos últimos anos vêm sofrendo com os baixos preços do cacau. O produto chegou a ser vendido a R$ 57 neste ano.
Os cacauicultores afirmam que os R$ 57 não cobrem todas as despesas. Eles dizem que o valor mínimo de R$ 75 não é o ideal, mas minimiza os prejuízos. Na quinta-feira, por exemplo, a arroba de cacau foi vendida a R$ 74.
Neste ano o valor da arroba ficou a maior parte do tempo abaixo dos R$ 70. Melhorou um pouco no dia 21 de maio, quando foi vendido a R$ 70 no eixo Itabuna / Ilhéus. Depois o valor caiu e voltou a subir neste mês.
Semiárido
O mesmo anúncio trouxe alento também para quem convive com a seca. O semiárido brasileiro, onde está 70% do território baiano, tem pela primeira vez um Plano Safra especialmente voltado para os agricultores familiares daquela área.
O lançamento foi acompanhado pelo governador Jaques Wagner, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, prefeitos, autoridades e convidados.
O Plano Safra do semiárido visa aumentar a segurança produtiva e melhorar a estrutura dos produtores durante a estiagem, permitindo que o Nordeste conviva com a seca.
Jaques Wagner disse que “todos os prefeitos baianos têm compromisso com o povo do semiárido. Que a gente possa fazer na nossa pequena área como os grandes fazem nos grandes territórios”.
A presidente Dilma falou que o Plano Safra Semiárido vai garantir crédito para os agricultores desenvolverem suas plantações e é o reconhecimento de que é possível conviver com a seca.
“A seca não pode virar uma catástrofe, ela pode ser perfeitamente controlada. Para isso, é preciso vontade política e ação conjunta, e aqui houve ação conjunta para o semiárido”.
Sisal valorizado
“Essa decisão representa grande estímulo para a produção do sisal, que sofre com a seca, e vai fazer com que produtores que não estavam plantando nem colhendo o que sobrou voltem à atividade”, disse o coordenador da Sub-câmara do Sisal, Enaldo Boaventura.
O presidente da Associação de Produtores de Sisal da Bahia, Misael Ferreira, analisa que o novo preço mínimo vai significar ganho real e ajudar a compor o custo de produção.
Para o secretário Eduardo Salles, o aumento do valor do preço mínimo é mais um passo fundamental e importante entre as ações que o governo baiano, através das secretarias da Agricultura (Seagri) e de Ciência e Tecnologia (Secti), está desenvolvendo para revitalizar o sisal.
Por A Região



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