Atualmente as doenças de origem alimentar são um dos problemas de saúde pública mais frequentes e são conhecidas pelos efeitos no sistema gastrointestinal.
Normalmente são causadas por microorganismos que infectam o organismo após a ingestão de alimentos ou água contaminados com eles. A população com menores condições financeiras são as mais afetadas pela intoxicação alimentar devido aos hábitos culturais da alimentação e pela necessidade de optar por produtos de pior qualidade e com maior chance de estarem contaminados. As regiões Norte e Nordeste apresentam a maior incidência desse quadro.
Os alimentos podem ser contaminados durante o manuseio, processamento, estocagem ou distribuição. Os sintomas mais comuns incluem dor de estômago, náusea, vômitos, diarréia e febre. Dependendo do agente causador o quadro clínico pode ser mais grave como desidratação grave, diarréia sanguinolenta, insuficiência renal aguda e insuficiência respiratória. De acordo com pesquisas os principais microorganismos causadores de intoxicação alimentar são a Escherichia coli, salmonella spp e estafilococos coagulase positiva. Outras menos comuns incluem o Bacillus cereus e clostrídios sulfitos.
Os alimentos mais frequentemente contaminados são os cárneos, pratos preparados e saladas. Carnes em geral apresenta um ambiente propício para o crescimento microbiano por conta da variedade de nutrientes, alta quantidade de água e baixa acidez. Os locais com maior incidência são as residências, estabelecimentos comerciais e refeitórios de empresas. Há portanto a necessidade de uma maior atenção na higienização, conservação e manuseio dos alimentos.
Por Equipe Nutrição & Boa Forma / Agência Estado



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