Artilheiro absoluto do Bahia nas duas últimas temporadas. Dono incontestável da camisa 9, firmada na tradição do futebol como a que vestem os grandes goleadores. Quase tudo isso é passado na vida de Souza defendendo o Esquadrão de Aço.
(Foto: Marco Aurélio Martins | Ag. A Tarde)Provável titular no jogo de domingo, às 16 horas (da Bahia), contra o Grêmio, em Porto Alegre, o jogador seguirá com o número 9 nas costas, mas a função em campo será bem mais próxima a de um 10. Não que o Caveirão lembre os refinados maestros que já desfilaram seu talento mundo afora. A escolha dele para a posição deve-se muito mais à carência do elenco Tricolor, que não possui um especialista em colocar os colegas na cara do gol.
O principal garçom da equipe na competição é o meia-atacante Wallyson, que deu cinco assistências em 21 jogos pelo Brasileirão. Souza – que, perseguido pela torcida por conta de seu comportamento extra-campo, disputou apenas 10 partidas (uma como titular) – já contribuiu com duas.
E os passes decisivos de Souza surgiram de jogadas de infiltração pelo meio, enquanto Wallyson se destaca mais pelas cobranças de bola parada. Em entrevistas anteriores, quando questionado sobre o fato de Souza não ser mais querido pela torcida, o técnico Cristóvão Borges tem mantido firme seu discurso: “Nesse momento em que não podemos mais contratar, nós usamos todos os jogadores que estão à disposição. A confiança tem que ser depositada em todos. Ainda mais em atletas, como Souza, que já foram ídolos aqui”.
Em relação ao trabalho do Caveirão em campo, ele descreve: “Souza ajuda a equipe a segurar a bola no ataque. Preciso de jogadores que possam contribuir, e ele tem entrado bem”.
Um dos companheiros que Souza terá a incumbência de municiar é o velocista William Barbio, que comenta a mudança no esquema do time com a entrada do grandalhão de 1,88 m. “Não teremos mais dois jogadores abertos pelas pontas e Souza vai atuar ali como meia. A função que ele vai fazer, de segurar a bola, vai ajudar muito a equipe. Ficará mais fácil entrar na área adversária”, crê.
Por Daniel Dórea/A Tarde


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