O Ministério da Saúde vai liberar R$ 29.319.733,52 para que os municípios baianos em situação de alerta e risco, que possuem índices alto e altíssimo de infestação de larvas do mosquito, promovam ações.
O governo federal está dobrando o volume de recursos adicionais que serão repassados aos estados e municípios. Serão liberados R$ 363,4 milhões que vão incrementar os investimentos realizados nas ações de vigilância em saúde, que somam R$ 1,2 bilhão.
De acordo com o Ministério da Saúde, o montante adicional significa um acréscimo 110% em relação ao que foi transferido em 2012 e contempla todos os municípios do país. No ano passado, foram transferidos R$ 173,3 milhões.
Em contrapartida, os municípios precisam cumprir metas como assegurar a quantidade adequada de agentes de controle de endemias, garantir a cobertura das visitas domiciliares pelos agentes e realizar o LIRAa.
Nos municípios classificados em situação de risco, mais de 4% dos imóveis pesquisados apresentaram larvas do mosquito. É considerado estado de alerta quando os imóveis pesquisados apresentam índice entre 1% a 3,9% e satisfatório quando fica abaixo de 1%.
Capitais
O levantamento revelou que as capitais Cuiabá, Rio Branco e Porto Velho estão em situação de risco. Já Boa Vista, Manaus, Palmas, Salvador, Fortaleza, São Luís, Aracaju, Goiânia, Campo Grande, Rio de Janeiro e Vitória apresentaram situação de alerta
Macapá, João Pessoa, Teresina, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre estão com índices satisfatórios, enquanto Belém, Maceió, Recife, Natal, Florianópolis e Brasília ainda não apresentaram ao Ministério da Saúde os resultados do LIRAa.
Além de ajudar a identificar os bairros em que há mais focos de reprodução do mosquito, o LIRAa aponta o perfil destes criadouros. Segundo o levantamento, 37,5% dos focos estão no armazenamento de água, 36,4% em espaços com lixo e 27,9% em depósitos domiciliares.
Recomendação
O Ministério da Saúde recomenda que nos primeiros sintomas da dengue (febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos) a pessoa procure o serviço de saúde e não se automedique. Quem usa remédio por conta própria pode mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico.
Para diminuir a proliferação do mosquito, é importante que a população verifique o adequado armazenamento de água, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros do mosquito.
Além disso, é essencial cobrar o mesmo cuidado do gestor local com os ambientes públicos, como o recolhimento regular de lixo nas vias, a limpeza de terrenos baldios, praças, cemitérios e borracharias.
Por A Região



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