Pacotão do Fla: brilho de Luiz Antonio, apoio a Cadu e peso para Léo Moura

28/nov/2013 . 9:25


Lateral-direito, capitão pela primeira vez em um título, sofre para erguer troféu pesado. Confusões e dois sustos também marcam a conquista da Copa do Brasil.

O grito de gol ficou entalado boa parte do jogo na garganta dos flamenguistas que lotaram o Maracanã na noite de quarta-feira. Mas quando saiu, foi para liberar de vez a emoção de uma torcida que jogou junto e viu o time abrir o placar aos 41 e ampliar aos 49 minutos do segundo tempo.

(Foto: Blog Sport)

(Foto: Blog Sport)

Gols de Elias e Hernane, personagens mais do que essenciais na conquista do time de Jayme de Almeida. O treinador, que assumiu justo após uma partida contra o Atlético-PR, na derrota por 4 a 2 pelo Campeonato Brasileiro, quando Mano Menezes pediu demissão. Desta vez, o Furacão virou brisa e quase não levou perigo ao gol de Felipe.

Na vitória por 2 a 0 (assista aos melhores momentos no vídeo acima), Luiz Antonio foi acima da média. Mesmo antes de chegar ao fim eleito como o melhor em campo e fazer a jogada do gol do Brocador, quase conseguiu adiantar o alívio do Rubro-Negro carioca. Em uma cobrança de falta que lembrou Petkovic, a bola caprichosamente acertou a trave e adiou o início da festa.

Entre os destaques, também aparecem a consagração do capitão Léo Moura, que levantou um pesado troféu – precisando de certa ajuda – e a redenção de Carlos Eduardo, que saiu ovacionado pela torcida, apesar da atuação apagada.

André Santos e Felipe deram sustos e as confusões dentro de campo marcaram presença, mas nada que chegue perto de manchar o ponto final da trajetória vitoriosa.

Aos 35 anos, o lateral-direito é o que há mais tempo está no Flamengo. Tornou-se uma marca registrada: o time, desde 2006, é formado por Léo Moura e mais dez. E, mesmo depois de ganhar quatro estaduais, uma Copa do Brasil e um Brasileiro, pela primeira vez o camisa 2 pôde sentir o gosto de levantar o troféu em uma conquista. Estreando como capitão rubro-negro em uma decisão, o resultado trouxe a consagração, e Léo teve trabalho para levantar a pesada taça.

Primeiro, Paulo Pelaipe, diretor de futebol, ofereceu auxílio, que foi recusado. Depois de respirar fundo e ser empurrado pelos companheiros, enfim, o objeto foi erguido. Como o próprio havia dito na véspera da partida contra o Atlético-PR, mais uma página vitoriosa escrita em sua história no clube, que ainda segue com a disputa da Libertadores em 2014.

Aos 35 anos, o lateral-direito é o que há mais tempo está no Flamengo. Tornou-se uma marca registrada: o time, desde 2006, é formado por Léo Moura e mais dez. E, mesmo depois de ganhar quatro estaduais, uma Copa do Brasil e um Brasileiro, pela primeira vez o camisa 2 pôde sentir o gosto de levantar o troféu em uma conquista. Estreando como capitão rubro-negro em uma decisão, o resultado trouxe a consagração, e Léo teve trabalho para levantar a pesada taça.

Primeiro, Paulo Pelaipe, diretor de futebol, ofereceu auxílio, que foi recusado. Depois de respirar fundo e ser empurrado pelos companheiros, enfim, o objeto foi erguido. Como o próprio havia dito na véspera da partida contra o Atlético-PR, mais uma página vitoriosa escrita em sua história no clube, que ainda segue com a disputa da Libertadores em 2014.

NOITE DE CAMISA 10 PARA LUIZ ANTONIO

Luiz Antonio foi eleito oficialmente, e também pelas atuações do GLOBOESPORTE.COM – recebeu nota 9 -, o melhor em campo na final. Além de ser o maior finalizador do Flamengo na partida – com seis arremates, um terço do total de toda a equipe – e de fazer uma linda jogada no gol de Hernane, o volante ainda esteve perto de ampliar seus feitos na noite de vitória no Maracanã. Aos 41 minutos da etapa inicial, o mais supersticioso dos torcedores certamente se lembrou do histórico gol de Petkovic, no tricampeonato estadual em cima do Vasco, em maio de 2001.

Também num dia 27, desta vez de novembro de 2013, Luiz cobrou falta que lembrou a maestria do sérvio mais rubro-negro de todos os tempos. A bola, no entanto, acertou de forma cinematográfica a junção da trave esquerda da meta de Weverton com o travessão. A inauguração do placar estava adiada, e o camisa 15 ainda teria de aguardar para liberar a emoção dentro de campo.

Uma das principais contratações do clube no início da temporada, Carlos Eduardo viveu momentos de amor e ódio com a torcida ao longo de 2013. Muito contestado por suas atuações, porém, teve apoio incondicional de Jayme de Almeida e se firmou como titular na campanha que levou o Flamengo até a final da Copa do Brasil.

No jogo decisivo, veio o alívio. Substituído aos 19 minutos do segundo tempo para dar lugar a Diego Silva, o camisa 20 pôde, enfim, deixar o campo com apoio, ao ouvir os gritos de seu nome ecoarem da arquibancada do Maracanã. Homenagem e suporte, apesar da atuação sem destaque: “Carlos Eduardo! Carlos Eduardo! Carlos Eduardo!”

A final passava sem maiores perigos para a meta de Felipe, que sequer havia sido exigido para alguma defesa. Passava. Dois lances em sequência trouxeram sustos para a torcida do Fla na etapa final. Aos 23 minutos, o goleiro saiu de forma esquisita para ficar com a bola em jogada aérea, mas acabou largando-a, quase dando a oportunidade de gol para os rivais.

Dois minutos depois, André Santos por pouco não jogou contra o patrimônio. Depois de cruzamento de Marcelo pela esquerda, o lateral-esquerdo chegou para cortar, e certamente levou parte da torcida a colocar as mãos na cabeça. Desta vez, Felipe estava atento, e a bola apenas passou à esquerda do gol.

As chances de gol não foram muitas ao longo da partida, mas o clima de final pôde ser evidenciado pelos momentos de tensão entre os adversários, que soltavam faíscas. Ainda no primeiro tempo, André Santos chegou para dividir uma bola com Juninho, dentro da área no ataque do Flamengo. O goleiro atleticano, Weverton, pagou geral para o lateral-esquerdo rival, e o árbitro Leandro Vuaden apenas apartou, acalmando os ânimos. Já na etapa final, Dellatorre derrubou Samir e acabou acertando-o com a bola na sequência.

Com isso, muitos companheiros do jovem zagueiro chegaram para tirar satisfações. Mãos para todos os lados, inclusive no rosto do rival, e cartão amarelo para os dois primeiros envolvidos no lance. As punições aumentaram gradativamente: no último tumulto, depois da comemoração do gol que abriu o placar, Ciro e André Santos bateram boca, trocaram ofensas e acabaram expulsos.

 

Por Globo Esporte

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