O mapa da dengue divulgado na terça-feira, 19, pelo Ministério da Saúde, revela que Ilhéus registrou índice de 11,6% de infestação predial de larvas de mosquito transmissor.
Isso significa que, de cada 100 casas visitadas, pelo menos 11 tinham criadouros do mosquito Aedes aegypti. Na Bahia, Ilhéus só registrou menor índice de infestação que Senhor do Bonfim, que ficou com 18,1% imóveis com criadouros.
O Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa), revela que o terceiro município em quantidade de casas infestadas com o mosquito transmissor da doença é Mundo Novo, com 10,4%.
Outros municípios baianos que estão em situação de altíssimo risco de enfrentar uma epidemia são Cafarnaum (5,1%), Campo Formoso (6,6%), Candeias (5,3%), Itabela (6,6%), Itiruçu (5,1%), Jacobina (6,4%), Jequié (5,6%), Planaltino (5,6%), Santo Amaro (8,6%).
Na mesma situação vem Serrinha (5,8%), Serrolândia (6,3%), Nova Terra (4,3%), Uibai (6,4%).
Entre os municípios em situação de alerta, com índice entre 1% e 3,9%, estão Guanambi (3%), Muritiba (3,6%),Salvador (2,3%), Sebastião Laranjeiras (3,1%), Souto Soares (3,1%), Teixeira de Freitas (2,7%), Seabra (2,3%), Vera Cruz (3,5%) e Vitória da Conquista (2,1%).
Satisfatória
Já os municípios baianos em situação satisfatória, com índice de infestação predial abaixo de 1%, são Barreiras (0,3), Bom Jesus da Lapa (0,5), Ibirataia (0,6), Ibititá (0,9), Irecê (0,6), Jitaúna (0,6,), Juazeiro (0,9), Paulo Afonso (0,7) e Porto Seguro (0,8).
Os municípios que registram infestação zero foram Casa Nova, Correntina, Ipupiara, Madre de Deus e Mucuri. O mapa da dengue revela que em todo o país existem 157 municípios em situação de risco para a doença, outros 525 em alerta e 633 com índice satisfatório.
O levantamento, elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios, foi realizado entre 1º outubro e 8 de novembro deste ano em 1.315 municípios.
O objetivo foi identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito. Itabuna, que nos últimos anos apareceu entre os municípios em situação de risco de epidemia, não fez o LIRAa. O coordenador de combate à dengue, Renato Freitas, disse que o município não tinha material.
Ovitrampas
O último levantamento foi feito em janeiro e constatou que, de cada 100 casas visitadas, 27 tinham larvas do mosquito da dengue, o que corresponde a 27,1% de moradias infestadas. A Organização Mundial de Saúde prega 1%.
Renato disse que a situação não é preocupante. “O levantamento será feito em breve, pois o material já chegou, faltando apenas sortear as áreas que serão analisadas pelos agentes”.
O coordenador diz que o município reduziu em 68% o número de casos da dengue comparado com os 10 primeiros meses de 2012. Isso, mesmo enfrentando a época da sazonalidade, a chegada das chuvas e das altas temperaturas.
A Secretaria da Saúde implantou o sistema de ovitrampas (armadilhas contra o Aedes Aegypti), que eliminou 53 mil ovos. Também requalificou agentes, melhorou a supervisão de campo, fez aplicação mais efetiva do inseticida e alcançou maior rapidez na detecção e atendimento de casos.
Por A Região



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