Muitas doenças crônicas, como o câncer, são relacionadas com a dieta atual rica em açúcar, gorduras e industrializados e, pobre em fibras, vitaminas e minerais.
Normalmente essas dietas são acompanhadas do sedentarismo, pouca exposição solar, elevado estresse e pouco tempo de sono. Hoje em dia sabe-se que a atividade física regular e uma dieta equilibrada ajuda na prevenção do câncer. Estudos apostam em dietas de baixo índice glicêmico, rica em fibras, oleaginosas, sementes, frutas e vegetais no combate a essa e outras doenças.
A conexão dos carboidratos de alto índice glicêmico e um maior risco de câncer já é conhecida, pois o tumor utiliza esse nutriente como fonte primordial de energia através da modulação dos transportadores de glicose GLU1 e GLUT3. Os pesquisadores acreditam que a troca da fosforilação oxidativa pela glicólise aeróbica pelas células cancerígenas ocorre por dano ou disfunção mitocondrial, inativação de supressores tumorais e modulação da AKT e do HIF-1alfa. Alimentos ricos em açúcar aumentam os níveis de insulina e promovem um aumento nas citocinas inflamatórias contribuindo para o crescimento do tumor.
Estudos in vitro demonstraram que células cancerígenas quando privadas de glicose perdem rapidamente o ATP (energia) e sofrem mais apoptose. A hiperglicemia está relacionada com um maior risco de câncer de esôfago, hepático, pancreático, de cólon, reto, estocal e de próstata. Além disso, ela atrapalha o transporte de ácido ascórbico para as células imunes. Dietas baixas em carboidratos, com maior (mas controlada) formação de corpos cetônicos é benéfica contra o câncer.
Por Equipe Nutrição & Boa Forma / Agência Estado



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