Um dos juízes do Trabalho mais antigos do Brasil, o jurista e magistrado baiano Luiz de Pinho Pedreira da Silva faleceu em casa, nesta quarta-feira, 22, aos 97 anos, ao lado de amigos e familiares.
(Fotos: Abmael Silva | Ag. A TARDE)O corpo do ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª região (Bahia e Sergipe) e ministro substituto do Tribunal Superior do Trabalho (TST) será velado e cremado no cemitério Jardim da Saudade, nesta quinta, 23, às 11h30.
Amigos da classe jurídica e acadêmica lamentaram a morte do mestre de várias gerações, autor de livros referência como “A gorjeta”, “A reparação do dano moral no Direito do Trabalho” e “Principiologia do Direito do Trabalho”.
O luto também tomou conta do Clube Inglês, considerado por Pinho Pedreira sua segunda Casa e do qual era presidente emérito. O advogado criminalista e presidente do British Club, Fernando Santana, disse que Mestre Pinho deixa marcas profundas no coração de quem privou do seu convívio.
“Foi um homem com virtudes excepcionais em todas as áreas do conhecimento humano em que atuou, como um jurista notável e de renome além das fronteiras do Brasil”, destacou Santana.
Chefe da procuradoria estadual no governo de Waldir Pires, o jurista Antonio Guerra Lima lembrou que foi aluno de Pinho Pedreira na faculdade de Direito da Ufba e conviveu com ele por mais de 50 anos. “Era um homem de dignidade, um exemplo para todos nós”, disse Guerra.
Por Patrícia França/A Tarde


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