Instantes antes de puxar o folião do bloco Vumbora, Bell Marques, que agora segue em carreia solo falou sobre este novo momento da carreira. Ele revelou que está vivendo um mistura de sentimentos. “É uma nova fase na minha vida que traz um grande desafio e eu acho que tudo isso vai acabar resultando em muita coisa boa coisa pra mim. Eu projetei isso já há um tempo, mas parecia que nunca chegava o dia”, revelou. Antes disso, os músicos executaram o clássico erudito Ave Maria.
Sobre a estreia com o novo bloco na noite desta terça-feira, Bell explica que é importante para mensurar o apoio dos fãs e concretizar os seus sonhos. “Esta sendo muito importante porque eu estou colocando o primeiro bloco na rua. Vai ser muito bom daqui para frente porque tudo que eu planejar, sonhar, somente eu que vou decidir. Vou tocar tudo pra frente agora. Acredito que vai ter desafio sim, essa legião de fã que está aí fora é pra decidir se ela vai comigo ou não”, avalia.
Apesar dos 33 anos de carreira, ele não esconde o frio na barriga, mas está bastante disposto para encarar o novo projeto. ” Eu estou muito tenso, eu disse que ia sair daqui e tomar uma taça de vinho, porque não tem sido fácil esses últimos dias pra mim. São duas estruturas muito grandes que eu tinha que tocar e agora sozinho preciso ainda mais apresentar algo bem bacana para todo mundo”.
A relação com o Chiclete com Banana também foi citada e destacou o carinho que tem pelo grupo responsável por consagrá-lo como um dos grande nomes do axé baiano. “A saudade vai permanecer por muito tempo, porque ali tem a minha história e pessoas que eu amo. A saudade nunca vai acabar, mesmo porque são 33 anos de sucesso, de bem-estar, de prazer e isso não acaba assim da noite pro dia. Eu não acredito que acabe”, revela.
Bell também aproveitou o momento para descartar qualquer possibilidade de crise na sua carreira, na música baiana e falou brevemente sobre a nova banda. “Não tem crise de jeito nenhum. A gente vai apresentar uma nova formação de banda, eu sempre quis ter uma banda grande. Eu tenho violoncelo, violino e isso vai proporcionar uma nova versão musical, mas isso não muda muito, só internamente e nas gravações que ficarão muito mais bonitas, muito mais ilustradas.
O artista revela que está com a agenda de shows lotada. “Vou tocar praticamente o ano inteiro. Só descanso em agosto e isso mostra que o axé music não está em crise e eu também não entrei em crise”, pondera.
Por G1


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