Em ano de eleição, mesmo um evento internacional serve de amostra para a corrida por votos. Foi assim com a fala da presidente Dilma Rousseff na sessão de abertura da assembleia de governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Sauípe na noite deste sábado.
Dilma discursa em Costa do Sauípe, Bahia(Foto: Roberto Stuckert Filho/Palácio do Planalto)
“O Brasil vai bem e irá ainda melhor” foi a frase de Dilma que exemplificou o tom adotado no discurso.
A presidente fez uma balanço dos últimos 10 anos do Brasil e deu destaque aos números do atual governo. “Nos tornamos um país menos desigual, mais inclusivo. Retiramos 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza, 22 milhões nos últimos três anos e meio”, afirmou Dilma.
Para além da conjuntura eleitoral, a chefe do Executivo federal usou sua fala para prestar contas ao BID, tratado pela presidente como um parceiro providencial para investimentos de infraestrutura e integração regional na América Latina e Caribe. “Apesar de ainda sentirmos os efeitos da crise de 2008, nossas economias vivem momentos de recuperação”, defendeu.
Precipitação
Dilma criticou, indiretamente, as recentes declarações de agências internacionais que reduziram o potencial do Brasil como mercado para investimento estrangeiro. Segundo a presidente, “os julgamentos são precipitados e apressados”.
“Sabemos da absoluta necessidade de manter os fundamentos da macroeconomia. Continuaremos no dever de levar o país pelo caminho certo”, disse Dilma.
Por Fernando Duarte/A Tarde


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