Com a suspensão do atendimento ao plano Bradesco Saúde, anunciado na quarta-feira, 25, pelo sindicato dos médicos da Bahia (Sindimed-BA), o Procon estadual tenta solucionar, até o final desta semana, o impasse entre categoria e representantes do Bradesco.
De acordo com o superintendente do Procon-BA, Ricardo Maurício Freire Soares, as partes serão reunidas no órgão para realizar o acordo e evitar danos ao consumidor.
“Não podemos deixar que essa situação permaneça, o cidadão não pode ser prejudicado, principalmente quando o assunto é saúde. Por isso, pretendemos resolver essa situação com maior brevidade possível”, afirma Soares.
Suspensão
A medida de suspensão foi tomada pela classe médica por causa da falta de reajuste no valor do repasse dos honorários, especialmente em relação às consultas.
Atualmente, o profissional recebe do plano R$ 65 por consulta. Para laudos de raios X, o valor é de R$ 5, e ultrassonografia, R$ 15. No caso das consultas, quando feitas de modo particular, custam em torno de R$ 150. Por isso, Magalhães diz que os valores estão ultrapassados.
“Há dez anos estamos sem reajuste. Em maio deste ano tentamos negociar e não conseguimos de novo. Assim não dá para continuar”, disse o presidente do Sindimed-BA, Francisco Magalhães.
Segundo ele, se dessa vez o Bradesco não negociar, o órgão fará movimento de boicote, fazendo com que os médicos encerrem as contas correntes, investimentos, seguros e qualquer outro produto relacionado ao banco.
Em nota, a Bradesco Saúde diz que reajusta anualmente os valores de consultas e honorários médicos. Segundo a nota, na maioria das vezes, o reajuste é feito acima dos índices gerais de preços autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
No documento, a Bradesco Saúde diz, ainda, que está entre as operadoras que praticam melhor remuneração dos médicos referenciados.
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Por A Tarde



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