Problema crônico do Vitória nos últimos anos, a lateral esquerda tem deixado o torcedor rubro-negro de cabeça quente. Não é à toa. O último ala de ofício, que, teve relativo sucesso na posição, foi, quem diria, o sempre questionado Egídio, na já distante temporada 2010. Na época, o atleta (hoje no Cruzeiro) vestiu o manto vermelho e preto em 54 partidas. Destas, 52 como titular, tendo anotado 2 gols.
(Foto: Marco Aurélio Martins | Ag. A Tarde)Desde então, nada menos que cinco jogadores desfilaram com a camisa 6. Em 2011, Eduardo Neto, Chiquinho e Fernandinho receberam a missão. O último foi titular em 31 partidas. Porém, com altos e baixos, jamais teve aprovação unânime da exigente torcida rubro-negra.
Ano passado, a sina se repetiu. Ao menos, três atletas foram opções para o setor: Gabriel Araújo, Gilson e Mansur. O primeiro, sequer estreiou. Ficou apenas no banco. Os dois últimos, por sua vez, revezaram-se na posição. O primeiro atuou em 20 jogos na Série B. Já Mansur, em oito pelo Baiano, duas pela Copa do Brasil e doze pela Segundona.
Altos e baixos – Em 2013, o lateral da seleção sub-20 saiu na frente. Sem concorrentes à altura, foi titular em 7 das 8 partidas que o Leão fez até agora. Porém, é contestado pela torcida. Principalmente pelas atuações de altos e baixos. Agora, recuperado de uma lesão no músculo adutor da coxa direita – que o deixou afastado dos treinos por cinco dias -, Mansur espera dar a volta por cima. A missão, no entanto, não será nada fácil.
Pai e Filho – Primeiro, pelo fato de ter que recuperar a credibilidade diante dos torcedores. Além disso, depara-se com uma situação um tanto quanto inusitada: a concorrência do amigo e lateral direito Marcos. No jogo-treino realizado no último sábado, o camisa 2 foi improvisado no setor. Recebeu, inclusive, elogios do técnico Caio Júnior.
“Conheço ele (Marcos) desde garoto. Fomos revelados pelo Real Salvador em 2005. Era ele quem cuidava de mim, como se fosse um pai. Depois, nos reencontramos no Bahia. Só que ele, no profissional e eu, na base. Vejo como uma ‘briga’ sadia pela vaga”, ressalta o lateral de 19 anos.
Mansur pede paciência à torcida. “Sei que cobram e esperam o nosso melhor, mas é comum termos altos e baixos. A pausa (5 dias, recuperando-se de lesão) foi boa para descansar um pouco. Jogo seguidamente desde o final do ano passado: Série B, Sul-Americano Sub-20, Nordestão…”, justifica.
Por Diego Adans/A Tarde


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