|
Câmara de Iguaí realiza mais uma sessão ordinária(35) Na sessão realizada hoje (1º), na Câmara Municipal de Iguaí, foram colocados duas indicações. Uma do vereadores Welton Amado que pediu a reforma da casa de farinha da região do Ribeirão da Flores. Leia mais |
|
MST realizará Ato Público amanhã, em Iguaí, em memória a Fábio dos Santos(7) O MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) realizará, amanhã (02), em Iguaí, um Ato Público em memória e repudio ao assassinato do militante Fábio Santos, executado no dia 2 de abril de 2013 no município. Leia mais |
|
UFBA: Imagens podem elucidar morte de estudante(0) O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos a Veículos (DRFRV) já dispõem das imagens sobre o assassinato do estudante de veterinária da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Charles Muller Silva dos Santos, 21 anos. Leia mais |
|
Garoto vira febre em rede social por causa dos músculos(0) Menino de oito anos de idade vira sensação na internet depois que seu herói na musculação, Frank Medrano, postou sua imagem numa rede social. Leia mais |
|
Protestos bloqueiam rodovias na Bahia(0) Manifestantes de vários distritos do Brasil fizeram protestos nesta segunda-feira para cobrar a emancipação política e administrativa. Em Ibirapitanga, mais de 500 pessoas bloquearam a BR-101 em Itamarati. Leia mais |
|
Projeto Perspectivas em Movimento realiza formação em acessibilidade para gestores e produtores culturais(0) O projeto “Perspectivas em Movimento: a Reinvenção da Diferença”, em parceria com a Diretoria de Espaços Culturais da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT), realiza formação em acessibilidade para agentes, gestores e produtores culturais, entre os dias 01 a 03 de abril. Leia mais |
|
Setre realiza oficina para instituições executoras do programa Qualifica Bahia(0) Informações detalhadas do programa Qualifica Bahia foram apresentadas, ontem segunda-feira (31), a instituições que formalizaram convênio para execução dos cursos de qualificação social e profissional, durante oficina de treinamento realizada pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Leia mais |
|
Luca Mattos foi uma das atrações do Programa Frank Aguiar e Amigos na Rede TV(0) O cantor Luca Mattos, cuja família é de Iguaí, se apresentou, ontem (30), no Programa Frank Aguiar e Amigos, exibido na Rede TV, às 14:30h. Leia mais |
|
31 de março: militares consumam golpe contra Jango e a democracia(1) Tanques nas ruas, população dividida e um presidente da República acuado e sem apoio. Nesse cenário, há 50 anos, se iniciava no Brasil o mais longo e duro período de ditadura do país, que perduraria 21 anos. Nas primeiras horas do dia 31 de março de 1964, tropas comandadas pelo general Olímpio Mourão partiram de Juiz de Fora (MG) em direção ao Rio de Janeiro consumando um golpe há muito tempo planejado pelas forças militares. Isolado, o então presidente da República João Goulart, conhecido como Jango, pouco pôde fazer para evitar o golpe. Com a economia do país em crise e sem forças para promover as reformas de base, principal bandeira de seu governo, ele deixa Brasília rumo ao Rio Grande do Sul no dia 1º de abril. Alguns dias depois, e dando o golpe como irreversível, o presidente parte com a família rumo ao Uruguai em um carro preto, escoltado por militares que ainda mantinham lealdade à Constituição. Jango morre na Argentina 12 anos depois. Inicialmente apontada como infarto, a causa da morte de João Goulart é investigada até hoje. Para o doutor em história e professor da Universidade de Brasília (UnB) Antonio Barbosa, os militares já haviam orquestrado uma espécie de golpe contra a democracia brasileira três anos antes. Com a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, os militares atuaram para impedir a posse do vice, Jango, e o Congresso Nacional aprovou a mudança de sistema de governo, que passou do presidencialismo para o parlamentarismo, no qual o presidente da República não detém a chefia de governo. “[Os militares] permitiram que João Goulart chegasse ao poder [em 1961], mas tiraram os poderes dele. Por isso, do dia 7 de setembro de 1961 até janeiro de 1963, quando houve o plebiscito e o não [ao parlamentarismo] venceu, Jango teve os poderes limitados”, relembra. Depois das eleições gerais de 1962, cujos resultados foram influenciados pela injeção de recursos norte-americanos que buscava eleger parlamentares favoráveis aos interesses daquele país e ainda influenciar os meios de comunicação em favor das teses conservadoras, Jango fica isolado, sem conseguir levar adiante as reformas de base. “Você não imagina o que foi o país naquele período, a partir de 1963, depois que os eleitos tomaram posse no Congresso Nacional, até 31 de março de 1964. Foram coisas que os jovens de hoje nem conseguiriam imaginar”, conta Barbosa. “Nos últimos dois meses que antecederam o 31 de março, era muito comum no país inteiro as aulas serem interrompidas, especialmente nas escolas públicas, para as professoras levarem os alunos para rezar o terço. A cada conjunto de dez Ave-Marias, se fazia uma exortação, que naquela época era ‘Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, livrai-nos do comunismo, Amém’. Era esse o ambiente, o clima.” O temor dos militares de que o comunismo aflorasse no Brasil foi uma das justificativas para o golpe. No entanto, para o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Paulo Ribeiro da Cunha, o golpe foi sendo construído ao longo dos anos pelos comandantes das Forças Armadas. “Em 1954, já foi uma tentativa, um preâmbulo, abortado, principalmente, pelo suicídio de Getúlio Vargas. Mas, em seguida, tivemos várias tentativas de golpe”, explica. A tese é reforçada por Antonio Barbosa: “Jango era um homem de centro-esquerda, não era comunista, não era socialista”. Dois momentos foram cruciais para fortalecer a linha golpista das Forças Armadas e precipitar a derrubada da democracia: o comício de Jango na Central do Brasil, na sexta-feira 13 de março de 1964, com o palanque montado em frente ao Ministério da Guerra. Na ocasião, João Goulart fez um discurso duro em defesa do mandato e das reformas de base, o que soou como uma afronta aos militares. Uma semana depois, a resposta da direita veio com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. “Os militares se sentiram apoiados. Mais de 500 mil pessoas foram às ruas em São Paulo. Isso há 50 anos, sem internet e redes sociais. E ali sim, se radicaliza, e os líderes, que há muito tempo preparavam um golpe, perceberam que era o momento”, analisa Barbosa. “O curioso é que foi em nome da democracia que se suprimiu a democracia no país”, ressalta o coordenador do Curso de Especialização em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Pio Penna. Segundo Antonio Barbosa, ninguém se levantou para defender João Goulart. “Foi uma revolução absolutamente sem sangue e sem tiro. O país completamente mobilizado, ideologicamente falando. Mas não podemos esquecer que o Brasil era um país de população com mais de 75% de analfabetos e mais de 95% de religiosos que seguiam a Igreja Católica. E a igreja, naquele momento, estava completamente imbuída da luta anticomunista. Padres, no país inteiro – por dez anos eu vi isso – procurando alertar as pessoas de que o comunismo estava chegando.” O golpe definiu a vitória da opção conservadora em um país que se desenvolvera ao longo do século 20, mas não havia modernizado suas relações sociais. “Diria que, no Brasil, no início dos anos 1960, havia dois projetos em luta: um reformista, capitaneado por Goulart, que queria, na minha opinião, oferecer uma face mais humana para o capitalismo brasileiro. De outro, um projeto de modernização do capitalismo brasileiro, inserindo-o em escala global, pela via politicamente autoritária. E quem venceu foi esse grupo. Então, o regime de 1964 começa sem enganar ninguém: é um regime de exceção”, lembra Barbosa. Ao longo de 21 anos, cinco generais se sucedem no comando do país, no que ficou conhecido como “anos de chumbo”. Uma geração política foi suprimida pela ditadura, milhares de pessoas foram torturadas e mortas e o país é devolvido à sociedade economicamente quebrado, vítima do endividamento acumulado no período militar. Jango só voltaria ao Brasil morto, no dia 7 de dezembro de 1976, para ser enterrado em São Borja, sua cidade natal. É o único presidente da República que morreu no exílio. Em 1985, o colégio eleitoral elege Tancredo Neves como o primeiro presidente civil desde 1964.
Por Agência Brasil |