Dois últimos colocados da fase de classificação terão de jogar respecagem contra os dois primeiros da Supercopa Brasil.
Fábio Aleixo – Lancenet.com
O regulamento da temporada 2012/2013 do NBB será divulgado nos próximos dias com uma novidade. Pela primeira vez em cinco edições do campeonato, uma equipe poderá ser rebaixada.
Foto: EduardoVianaNa competição que terá início em 24 de novembro, as equipes que terminarem a fase de classificação nas duas últimas posições terão de disputar um quadrangular com os dois primeiros da Supercopa Brasil (torneio organizado pela Confederação Brasileira de Basquete) por dois postos na edição 2013/14.
Este é o primeiro passo dado pela Liga Nacionalde Basquete (LNB) para a criação da segunda divisão do NBB. Um campeonato de acesso sob a batuta da entidade é o grande desejo do presidente Kouros Monadjemi. Ele, inclusive, havia anunciado o projeto durante a realização do Jogo das Estrelas, em Franca, em março deste ano.
– Conseguimos chegar a 18 equipes na competição deste ano. É o nosso limite operacional, então teremos o rebaixamento. Queremos que o NBB do próximo ano já conte com uma segunda divisão – afirmou Kouros, que deixará a presidência da LNB ao fim deste ano, quando acabará o seu segundo mandato.
Nas duas últimas temporadas, os dois primeiros colocados da Supercopa Brasil tinham o direito de pleitear vaga no NBB, desde que cumprissem com os requisitos técnicos e financeiros. Por esta via, Liga Sorocabana, Tijuca Tênis Clube (em 2010), Palmeiras e Mogi das Cruzes (em 2011) conseguiram suas vagas na competição.
– Não tenho a menor dúvida de que isto vai trazer mais qualidade ao campeonato. Os times que não tenham condição de se manter, terão uma temporada inteira para se reestruturar. Foi uma grande ideia – analisou o diretor de basquete do Flamengo, Arnaldo Szpiro.
Na época em que o Nacional era organizado pela CBB, jamais houve a disputa da segunda divisão.
Opinião dos técnicos:
“A adoção do rebaixamento) É o caminho a ser seguido. Isso é fundamental a competição crescer e para as equipes se reforçarem ainda mais”
Cadum
Técnico do Suzano, equipe estreante do NBB
“Esta é uma evolução natural e uma tendência a ser seguida Mas temos de ver até onde isso não tornará a competição um mini-campeonato paulista. A realidade das equipes de São Paulo é diferente daquela dos times dos demais estados”
Márcio Azevedo
Técnico do cetaf/vila velha, último colocado da edição 2011/2012 do NBB
“O ideal seria já contarmos com uma Liga B, mas como ela ainda não existe é uma boa medida. Faz parte do processo de crescimento”
José Carlos Vidal
Técnico do Brasília, atual tricampeão


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