A polícia civil de Vitória da Conquista investiga se o seqüestro da bebê Laila Dias Santos, de nove meses, está relacionado com uma possível troca de bebês no hospital da cidade. O bebê foi levado por um desconhecido na segunda-feira, dia 29, da residência dos pais, no Povoado de Matinha, a 50 km da sede do município, quando estava aos cuidados de um irmão de 8 anos. A mãe Elizabete Dias Santos teria saído para buscar água e deixado o bebê dormindo.
Foto: reprodução TV Sudoeste“A mãe informou na delegacia que quando o bebê nasceu houve a desconfiança de ter sido trocada, o que não foi confirmado, mas vamos investigar todas as hipóteses. Neste momento é prematuro afirmamos qualquer coisa”, informou o delegado Suzano Sulivan de Carvalho, titular da 1ª delegacia.
O delegado disse ainda que enviou policiais até a localidade de Matinha com o intuito de colher mais informações que possam ajudar a elucidar o caso. “Vamos ouvir formalmente a mãe e daí poderemos saber qual linha de investigação adotaremos. Agora estamos trabalhando com sequestro, mas sem motivação ainda”, frisou.
Segundo informações de familiares, o bebê estava no colo do irmão, quando a casa foi invadida por um homem alto, branco e de barba, que vestia uma camisa branca, que teria tomado o bebê e deixado o local correndo. Policiais Rodoviários Federais que chegaram ao local logo após o fato informaram que o desconhecido fugiu em um veiculo Gol, Vermelho, que estava desde cedo rodando pelo povoado.
“Vizinhos informaram que o carro estava circulando acompanhado de uma motocicleta de cor amarela e logo após o sequestro, o veículo deixou o local em alta velocidade”, disse o inspetor da PRF José Ramalho.
O inspetor disse ainda que várias buscas foram feitas na região, principalmente cobrindo os acessos ao povoado. “Fizemos uma varredura na zona rural, nos acesos, nos desvios, mas infelizmente não conseguimos identificar nem localizar o possível autor, nem a criança seqüestrada”, afirmou.
No momento do seqüestro, o pai da criança não estava em casa, o que levanta suspeita entre familiares de que o crime foi planejado. “Eles estavam rodando por aqui e sabiam que meu irmão não estava em casa, tanto que ontem (segunda-feira) forçaram a janela. Acredito que o seqüestro foi encomendado por alguém que conhece a rotina da família”, contou uma tia do bebê a um site de noticias da região.
Por Alean Rodrigues/A Tarde


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