O município de Iguaí, a 497 km de Salvador, faz limite com Poções, Boa Nova, Dário Meira, Nova Canaã e Ibicuí. Seu território é de 833 Km2. Sua população, estimada em 2010, é de 25.724 habitante (IBGE). Está situado na microrregião de Vitória da Conquista, no vale do Gongogi, Bacia do rio de Contas, encravado entre as regiões da Mata Atlântica, na encosta do Planalto de Conquista. Fica a 15 km de Ibicuí, 7 km de Nova Canaã, 45 km de Poções, 100 Km de Itapetinga,120 Km de Itabuna, 120 Km de Vitória da Conquista, 140 Km de Jequié e 150 Km de Ilhéus.
O município é rico em belezas naturais, possuindo uma exuberância de cachoeiras, rios, serras e vales de beleza incomensurável. Foram catalogados em torno de 180 cachoeiras, 2.000 nascentes dezenas de rios. Por este motivo, foi um dos primeiros municípios a fazer parte do novo roteiro turístico da Bahia, o “Caminhos do Sudoeste”.
A região, no início de sua colonização, era chamada pelos indígenas, que habitavam no local, de Iguaí, palavra que vem do tupi e do guarani e significa local onde se encontra água potável, de qualidade, boa para beber. Por este motivo e devido à grande quantidade de rios e riachos, o nome do município foi traduzido como “Fonte de Beber Água”.
Ideal para a prática do turismo rural e de aventura, Iguaí, vem se despontando como roteiro do ecoturismo e do turismo rural. São várias as trilhas que possui e que vêm encantando os que visitam a região, como a do Rio Preto, com mais de nove cachoeiras; a do Riachão de Camberiba, com as belíssimas cachoeiras de Bequinha e de Dino; do rio do Silvano, com mais de 15 cachoeiras; do rio dos Indios e Gongogi, dentre outras, apresentando cenário de rara beleza natural com exuberantes vales, serras e corredeiras.
Iguaí também está situado em uma Área de Preservação Ambiental, a APA Serra do Ouro, criada pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado da Bahia, através do decreto nº 10.194 de 27 de dezembro de 2006. Para que isso viesse a acontecer, foi realizado um diagnóstico para verificar as potencialidades existentes na região, além de uma consulta à administração municipal, à sociedade iguaiense e aos proprietários de terras para que o projeto fosse aprovado. A partir daí, o governo do Estado publicou o Decreto de criação da unidade de conservação no Diário Oficial. Não houve desapropriação dos imóveis rurais que existem na região, no entanto, é a terra deve ser utilizada de forma sustentável e ordenada, levando-se em conta a necessidade da preservação do meio ambiente.
Por José Carlos Assunção Novaes


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