Decepcionado com a eliminação precoce do seu time na Copa do Nordeste, o técnico Jorginho colocou lágrimas no poço das lamentações tricolores logo após o empate de quarta-feira, por 0 a 0, com o Itabaiana: “Temos 40 dias para não fazer nada. Isso é o que mais incomoda”.
(Foto: Raul Spinassé | Agência A TARDE)
Calma, meu velho! O ESPORTE CLUBE aproveitou a crise existencial do Bahia para dar algumas dicas de como fazer proveitosos os 41 dias de intertemporada forçada que a equipe terá por conta do fracasso.
As sugestões vão desde opções de lazer para relaxar a mente até alternativas para aumentar o conhecimento, passando por aulas via TV a cabo com verdadeiros craques (confira no quadro abaixo). No dia 20 de março, recomeça a maratona de jogos com o duelo de estreia pela segunda fase do Baiano.
O mais provável, no entanto, é que atletas e comissão técnica do Bahia usem o longo período para – além de treinar, é claro – botar a cabeça de molho e pensar no que aconteceu.
A saída ainda na primeira fase da Copa do Nordeste não só encheu o torcedor tricolor de vergonha como fez o clube perder a chance de alimentar seus cofres e diminuir os problemas com salários atrasados e falta de recursos para reforçar o time.
Caso tivesse ido à decisão do torneio e ganho o título – esta era a expectativa da galera -, o Bahia poderia ter arrecadado aproximadamente R$ 1,8 milhão (R$ 800 mil em premiação do certame e cerca de R$ 1 mi em renda líquida).
Perda física – Muitos acreditavam que a contrapartida boa da eliminação poderia ser o ganho de tempo para preparar o time fisicamente. Preparador do clube, Dudu Fontes discorda.
“Não nos preparamos pra isso. Pensamos a pré-temporada para ir à final. Estávamos indo bem, não tivemos problemas com lesões, mas agora esse trabalho não terá seguimento”, lamentou.
Segundo Dudu, o elenco, que se reaprensenta hoje pela manhã, vai perder em ‘performance competitiva’, algo que poderá ser minimizado com a realização de amistosos. “Minha ideia é que, após o Carnaval, façamos pelo menos um amistoso por semana contra equipes qualificadas.
Mas teremos uma reunião com comissão e diretoria pra unificar esse pensamento”, afirmou ele, que revelou: o time trabalhará – com foco maior na parte técnica – sempre em um período durante a folia, tendo folga no domingo. “Não estamos aqui pra castigar ninguém”, justificou.
De qualquer forma, com a festa na cidade, a tendência é que a revolta da galera diminua à medida que os trios forem passando na Avenida. A carga que não parece próxima de ficar mais leve é aquela que está sobre os ombros do presidente Marcelo Guimarães Filho.
Pressionado por protestos da torcida e acusações de favorecimento à empresa Calcio em vendas de atletas, o dirigente, que voltou à câmara de deputados, mostra-se distante. Na quinta-feira, 7, procurado pela reportagem, disse, por meio da assessoria, que ia responder aos questionamentos via e-mail. Não o fez até o fechamento desta edição, porém.
Por Daniel Dórea/A Tarde


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