De volta aos treinos no campo desde a última segunda-feira, 18, Ávine, às voltas com problemas físicos há mais de dois anos, mostrou otimismo, em entrevista coletiva. “Estava trabalhando na musculação aguardando este momento. Estou muito feliz”, disse ele.
Dor e uso de medicamentos devem fazer parte do dia-a-dia do lateral do BahiaPorém, o retorno aos gramados ainda está muito longe de virar realidade. “Na semana que vem, ele começa a trabalhar a parte física sem limitações e, caso suporte bem, passa a treinar com o grupo daqui a 15 dias. Mas não daremos previsão de volta aos campos”, avisou o preparador Dudu Fontes, que acrescentou, de forma cautelosa: “Depois de todos os problemas que ele teve, estamos fazendo tudo com mais paciência e cuidado”.
Ávine sofre com uma tendinite no joelho direito, decorrente de artroscopia que realizou para tirar parte do menisco, cartilagem que diminui os impactos. Como o menisco não se reconstitui, grande parte dos jogadores que passam por esse tipo de cirurgia têm de conviver com a dor e com o uso de medicamentos específicos para a cartilagem do joelho (condroprotetores, que são aplicados via oral ou por meio de infiltração).
Coordenador-médico do Bahia, Marcos Lopes informa que os remédios são utilizados por Ávine há cerca de seis meses e certamente o processo se estenderá durante pelo menos mais seis. “E há a possibilidade, sim, de ele conviver com o uso deles até o fim da carreira. Mas vamos ver qual será a resposta dele nos próximos 30 dias”, afirmou Lopes. Ávine toma os condroprotetores via oral diariamente e as infiltrações são feitas de 3 em 3 meses.
Após tantos retornos fracassados e até precipitados, desta vez Ávine comemora o tratamento. “Realmente, houve um belo trabalho, com muita precaução. Foi feita muita coisa nova na fisioterapia, na academia e na suplementação. Consegui um ótimo ganho de massa muscular”.
Por Daniel Dórea


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