Não existe mais pulso para dois clubes tradicionais do futebol baiano. A morte anunciada foi decretada no último domingo, 10, para Fluminense e Feira e Atlético de Alagoinhas, ambos rebaixados para a Segunda Divisão do Baianão. O Carcará perdeu as penas e terminou na lanterna, com cinco pontos, enquanto o Fluminense desceu junto somando apenas oito pontinhos.
(Foto: Luiz Tito/Ag. A Tarde)Em Juazeiro, o Tricolor Feirense, não se assustou com as Carrancas do “Velho Chico”, e deu 1 a 0 no Juazeiro. O gol foi marcado por Teco, jogador da base, aos 16 minutos do 2º tempo. Porém, o resultado teve sabor de derrota, pois não salvou o Fluminense. Já em Feira de Santana, contra o Bahia de Feira, o Atlético de Alagoinhas lutava desesperadamente para não cair, mas acabou nocauteado pelo adversário, pelo placar de 2 a 1.
Presente no Joia da Princesa, local do sepultamento do Atlético, o taxista Adeilton Ferreira dos Santos, hoje torcedor , lembrou apenas do ano vestiu a camisa de numero 10 do Carcará. “Joguei lá em 1972, o Atlético era um timaço, tínhamos o melhor time do interior e sempre fazíamos jogo duro contra Bahia e Vitoria. Vejo esse rebaixamento com muita tristeza”, disse Sabará.
A temporada do Atlético de Alagoinhas foi confusa da primeira a última rodada. Descontente com resultados negativos, o presidente do Carcará, José Aparecido Ferreira, demitiu o técnico Sergio Odilon, acumulou as funções de presidente e treinador, mas, não conseguiu evitar o rebaixamento, com medidas desastradas.
Fluminense – Diferente do ano passado, quando chegou a ter uma folha salarial de R$ 160 mil mensais, o Fluminense em 2013 apostou na política do bom e barato para tentar fazer uma grande campanha no Campeonato Baiano. Não fez efeito e o rebaixamento foi motivo de tristeza até para ídolos do clube, como o ex-jogador e técnico Merrinho.
“Se a Bahia deu régua e compasso a Gilberto Gil. O Fluminense de Feira, me evidenciou para o mundo. Essa semana rezei o meu terço e pedi a Deus, que desse a vitoria ao Fluminense, um dos meus times de coração, como bom feirense, torço para todos da terra. O todo poderoso atendeu ao meu pedido, mas, teria que acontecer outros resultados que favorecesse ao Touro. Não seu”, amargou o torcedor declarado Merrinho.
Em 1969, Merrinho ajudou o Touro do Sertão, na conquista do seu segundo título baiano. Em sua residência, ao lado de uma neta, Merrinho lembrou que em 1999, como técnico, também ajudou a subir o Fluminense, rebaixado no ano anterior. ” O que eu puder fazer para ajudar o Fluminense, farei de coração”, prometeu.
Por Luiz Tito/A Tarde


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