Meia do Milan, que abandonou gramado durante amistoso por ofensas da torcida rival, pede punições severas aos clubes para evitar preconceito
O meia ganês Kevin Prince Boateng, do Milan, se reuniu com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, sexta-feira, e foi convidado para participar da “Força-Tarefa Contra o Racismo e a Discriminação” organizada pela entidade.
(Foto: Reuters)Em janeiro, Boateng abandonou o gramado durante um amistoso entre Milan e Pro Patria (da quarta divisão italiana) por causa de ofensas racistas da torcida. Após o encontro com Blatter, o meia rossonero explicou o motivo de ter saído da partida:
- Quando deixei o gramado contra o Pro Patria, sabia que não era a decisão correta, mas na hora fiquei muito irritado e sentido. Falei rapidamente com o árbitro, mas depois de 26 minutos não aguentei mais e saí de campo. Essa decisão não deveria caber ao jogador. Acho que talvez os árbitros precisem ter mais poder e coragem para tomar uma atitude. Mas sei que isso não é fácil – disse o ganês.
Blatter, que chegou a criticar a decisão de Boateng de abandonar o jogo, afirmou que a Fifa está determinada a banir o racismo dos estádios.
- O nosso esporte, que é extremamente popular, com cerca de 1 bilhão de apaixonados no mundo todo, infelizmente sofre de diversos flagelos: violência, trapaça, manipulação de resultados, discriminação. Aqui na Fifa tentamos combater todos esses problemas, mas a questão da discriminação é a que mais me enfurece. É horrível. Precisamos combater esse demônio, mas é difícil encontrar a resposta adequada.
A entidade ainda estuda qual será a punição em caso de racismo e se os clubes deveriam ser responsabilizados pela atitude das torcidas.
- ou jogador e sei que a perda de pontos pode não ser vista com bons olhos. Mas é preciso ser muito rigoroso nesse assunto e, se há regras, elas devem ser aplicadas. É essencial que exista uma verdadeira ameaça de punição – concluiu Boateng.
Por Globo Esporte.com


Comente agora
Comente esta matéria