Requisitado para entrevistas no início de 2013, o volante pentacampeão Kléberson mandou avisar, via assessoria de imprensa: “Neste ano, quero falar menos e jogar mais”.

A intenção era boa, mas acabou não rendendo bons frutos. Neste início de temporada, o jogador só fez confirmar o fracasso no Bahia, time pelo qual disputou 23 jogos em oito meses e marcou três gols.
Nesta quarta-feira, 27, ele embarca para os Estados Unidos, onde defenderá até o final do ano – por empréstimo – o time Philadelphia Union, que mandou como moeda de troca o meia-atacante Freddy Adu. Na última terça-feira, 26, Kléberson nem treinou no Fazendão.
Apenas despediu-se dos colegas.
Economia – A prova de que o veterano de 33 anos não deixará saudades no Bahia – clube com o qual tem contrato até o fim de 2014 – é que a diretoria aceitou liberá-lo mesmo sem a certeza de que Adu será regularizado até o fechamento da janela internacional, no dia 5 de abril.
A justificativa é que, mesmo sem o gringo em campo, a economia de 50% – cerca de R$ 75 mil – por mês com a troca já valeria a pena por si só. Porém, o departamento de futebol do tricolor está esperançoso em conseguir acertar toda a parte burocrática do jogador até o dia 5.
Pois, assim que Adu estiver apto a trabalhar no Brasil, o clube contará com a ajuda do Philadelphia, que, por gratidão pelo fato de o Bahia já ter liberado Kléberson, promete agilidade para mandar a transferência internacional. O americano terá de viajar a Ciudad del Este, no Paraguai, para retornar com o visto de trabalho e tirar os documentos brasileiros.
Por Daniel Dórea/A Tarde


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