A quinta-feira foi de mobilização em frente às agências do Itaú e do HSBC em Vitória da Conquista. O Sindicato dos Bancários aderiu ao Dia Nacional de Luta, que contou com protestos e paralisações em todo o Brasil.
(Foto: João Melo)“Na semana passada, denunciamos as más condições de trabalho no Santander. Hoje, queremos explicar a todos os clientes a cruel realidade vivenciada pelos colegas do HSBC e do Itaú.
HSBC: só “posa” de maior banco do mundo
O banco inglês que anuncia ser o maior banco do mundo não respeita os seus próprios colaboradores. No Brasil, a instituição obteve lucro líquido de R$ 1,225 bilhão em 2012, mas fechou 946 postos de trabalho.
“É uma postura contraditória e potencializada apenas no Brasil, onde ele já garantiu sua lucratividade desmedida”, denuncia o Diretor Regional do Sindicato dos Bancários e funcionário do HSBC, Ruydenberg Coqueiro.
As demissões refletem nas gigantescas filas e no atendimento precarizado oferecido à clientela.
Itaú: gerentes sem horário de almoço
No Itaú os problemas são ainda mais preocupantes. Além das 7.000 demissões realizadas em 2012, os bancários convivem com uma rotina cruel.
Os gerentes operacionais estão acumulando funções e sequer podem usufruir um mínimo horário de almoço. Já os caixas, tornaram-se vendedores e são punidos diariamente com metas abusivas.
“A população precisa ficar ciente da postura de descaso com que essa instituição trata os seus funcionários”, denunciou o presidente do Sindicato, Delson Coêlho.
Taxas de juros
A elevação das taxas de juros, autorizada ontem (17) pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) também foi duramente criticada pelo Sindicato dos Bancários durante os dois protestos.
Essa decisão só prejudicará os trabalhadores, favorecendo os banqueiros. Hoje, o cliente paga até mesmo para respirar o ar condicionado de uma agência bancária”, criticou o Diretor de Imprensa do Sindicato, Eduardo Moraes.
Por Ascom SEEB


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