Cerca de seis mil pessoas – segundo funcionários da Arena Fonte Nova – participaram nesta sexta-feira, 17, do lançamento do Movimento Bahia da Torcida, que tem como principais reivindicações a democracia e a renúncia imediata do presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho.
(Foto: Fernando Amorim | Ag. A TARDE)A ação ocorreu na Arena Fonte Nova, no mesmo momento em que o mandatário tricolor concedia entrevista coletiva para negar qualquer possibilidade de renúncia. De acordo com o líder do Bahia da Torcida, o publicitário Sidônio Palmeira, não existe possibilidade de acordo e o movimento continuará até que o cartola tricolor renuncie.
“O Bahia precisa deixar de ser uma capitania hereditária da família Guimarães. O clube não tem dono, quem manda é a torcida. Nossa primeira estrela é de 1959. A segunda é de 1988. Nossa terceira estrela virá quando o Bahia for para as mãos da torcida”, afirmou Palmeira.
O grupo já se reúne há três meses e agora, com o lançamento oficial, estão previstas ações na mídia com outdoors, busdoors, redes sociais e campanha televisiva. “Nossa primeira reivindicação é dar à torcida do Bahia o direito de eleger o presidente. A segunda é a renúncia imediata de Marcelinho”, ressaltou o publicitário.
Palmeira contou ainda que se reuniu com o presidente do Bahia na última quarta-feira para tratar de decisões futuras do clube. “Ele não concordou com a renúncia porque disse que vai cumprir o mandato até o final, em 2014, mas concordou em discutirmos a questão da democracia”, relatou.
Na arena, o público foi cerca de três vezes maior do que o número de torcedores divulgado como presente ao jogo com o Luverdense, na última quarta.
Protesto – Evento contou também com a participação de artistas, políticos e ex-jogadores do clube. O governador Jaques Wagner e o prefeito ACM Neto não estiveram no evento, mas mandaram representantes e gravaram um vídeo – que foi mostrado à torcida – em apoio às bandeiras defendidas pelo movimento.
O ex-jogador Bobô este presente o mostrou sua insatisfação com o momento do clube: “Chega! Não dá mais! Ninguém aguenta mais esse momento de pouca transparência”.
Ex-presidente do clube, Fernando Schimidt reiterou o discurso de continuidade do protesto até a renúncia de MGF: “Esta situação de decadência não começou hoje, ela vem do tempo da ditadura Guimarães. Este movimento vai seguir até que pessoas que não querem largar o osso larguem”
Por Luan Santos/A Tarde


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