O Brasil faz às 16h desta quarta-feira, 18, diante do México, em Fortaleza, sua segunda partida pela Copa das Confederações. Caso vença o adversário e o Japão perca para a Itália, em Recife, a Seleção garante de forma antecipada presença na próxima fase do torneio.
(Foto: Raúl Spinassé | Ag. A TARDE)Porém, a simbologia do duelo vai além de tal conquista. É algo mais emblemático. Principalmente para os nordestinos. Pela 56ª vez na história, a região será palco de uma partida da Seleção Brasileira.
O levantamento histórico faz parte de uma pesquisa feita pelo jornalista e pesquisador Roberto Assaf. O carioca, autor do livro Seleção Brasileira 1914-2006, livro oficial da CBF , ainda detalha a forma curiosa com a qual o time verde-amarelo deu início a suas andanças pela região.
Sem dinheiro em caixa, a CBD (antiga CBF) precisava pagar os jogadores da Seleção que haviam disputado a Copa do Mundo de 1934, na Itália. A solução então encontrada foi realizar amistosos pelo Nordeste para captar tais recursos.
Galícia - “O primeiro jogo foi um amistoso entre Brasil e Galícia, no dia 7 de setembro de 1934, no Campo da Graça (em Salvador): Brasil 10 a 4. Em Fortaleza, a Seleção jogou pela primeira vez em 1980: Brasil 1 x 0 Uruguai, em amistoso”, lembra Assaf, que contabiliza os números da Seleção no Nordeste.
“São 41 vitórias, 11 empates e três derrotas. O time sai-se bem quando atua lá”, afirma.
Para os cearenses, que voltam a ser anfitriões de um jogo do Brasil, o gostinho do espetáculo de hoje será ainda mais especial. Afinal, Fortaleza se orgulha de ter sido a primeira cidade-sede da Copa de 2014 a inaugurar seu estádio. O Castelão foi entregue no dia 16 de dezembro, após uma reforma de 21 meses, que custou R$ 518,6 milhões.
De quebra, a praça esportiva é muito bem quista pelo técnico Felipão. As boas recordações que o gaúcho tem do estádio servem de ânimo extra para findar uma incômoda escrita frente aos mexicanos.
“Teremos o apoio do torcedor, que faz uma festa maravilhosa em Fortaleza. Precisamos vencer o México, para tirar essa pedra do nosso sapato. Eles estão complicando a vida da gente há dez anos”, disse Scolari na véspera do confronto.
Em 2012, o sonho da Seleção de conquistar a inédita medalha de ouro olímpica foi encerrado justamente pelo México. Na época, os hispânicos venceram a final do torneio dos Jogos de Londres por 2 a 1, deixando o Brasil com a prata.
O resultado influenciou na demissão do técnico Mano Menezes, e o retorno de Felipão ao comando do time. Nas últimas dez partidas contra os mexicanos, o Brasil somou três vitórias, um empate e seis derrotas.
Castelão - Se o retrospecto recente diante do adversário preocupa, a equipe se apega ao desempenho no Castelão para conquistar a segunda vitória na Copa das Confederações.
No estádio, a Seleção Brasileira disputou sete dos 55 jogos que fez na Região Nordeste. O saldo é de seis vitórias e apenas uma derrota.
Curiosamente, o sexto triunfo não sai da memória de Felipão. Em 2002, no último compromisso no País antes da Copa do Mundo no Japão e na Coreia do Sul – onde faturou o penta -, a Seleção venceu a Iugoslávia por 1 a 0, com gol de Luizão.
“Espero que também seja assim agora. Quando chegamos em Fortaleza, ou melhor, na Região Nordeste em si, recebemos uma energia, um carinho… que não há igual. Precisamos recompensar esse carinho com vitórias” , disse Felipão.
Brasil x México – 2ª rodada pelo Grupo A da Copa das Confederações.
Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE).
Data: quarta-feira, 18 de junho.
Horário: 16h.
Árbitro: Howard Webb (Inglaterra).
Assistentes: Michael Mullarkey (Inglaterra) e Darren Cann (Inglaterra).
Brasil: Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Paulinho, Osar e Hulk; Neymar e Fred. Técnico: Luis Felipe Scolari.
México: Corona; Flores, F. Rodriguez, Moreno e Salcido; Torrado, Aquino, Zavala e Guardado; Giovanni dos Santos e Hernandez. Técnico: José M. de la Torre.
Por Diego Adans/A Tarde


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