Não chega a ser um Espanha x Taiti, mas o duelo desta tarde tem os papéis de favorito e azarão bem definidos entre Espanha e Itália. Embora sejam duas seleções campeãs do mundo, a supremacia espanhola nos últimos anos, com os títulos de uma Copa do Mundo e duas Eurocopas inverteu os papéis tradicionais das duas equipes ao longo de muitas décadas.
Primeira bicampeã mundial e única tetracampeã, a Itália tem uma história que só fica atrás da seleção brasileira no futebol mundial. Mesmo na última década, o retrospecto está longe de ser ruim, com um a conquista de um Mundial, em 2006 na Alemanha, e o vice-campeonato europeu no ano passado.
A Espanha, por sua vez, passou décadas sendo vista como um time que “morria na praia”. Até cinco anos atrás, o único título de relevância da Fúria era a Eurocopa de 1964, quando o país foi anfitrião do torneio. Desde 2008, porém, o time comandado por Vicente del Bosque ganhou tudo, e vencendo a própria Itália em momentos decisivos.
Há cinco anos, na Eurocopa disputada na Áustria e na Suíça, os dois gigantes se encontraram nas quartas de final, quando a Espanha venceu por 4 a 2 nos pênaltis depois de empate sem gols no tempo normal. Para o goleiro italiano Gianluigi Buffon, esse foi um momento-chave para o domínio que veio nos anos seguintes.
“Essa vitória marcou o início de um ciclo positivo para eles, tiveram vários sucessos nos últimos anos. Mas para ser justo, eles já tinham começado um bom ciclo. mesmo se não tivessem ganho nos pênaltis teriam ganho a Copa e o europeu em 2012. Aqualidade é mais importante. Tiveram sorte em 2008, mas teriam ido adiante de qualquer forma”, disse.
No meio do caminho, os espanhóis conquistaram o título inédito na Copa do Mundo em 2010, na África do Sul. E no ano passado, para conquistar a segunda Eurocopa consecutiva, foram dois confrontos com a Itália. Na fase de grupos, empate por 1 a 1. E na final, um massacre espanhol por 4 a 0.
O técnico italiano, Cesare Prandelli, diz acreditar que sua equipe foi a que mais dificultou a vida espanhola nos últimos anos. Mas, ainda assim, resultados recentes e discursos das equipes – espanhóis confiantes, italianos humildes – mostra que o histórico de títulos não tem mais o mesmo peso.
A Espanha deixou de ser o time que joga como nunca e perde como sempre. A Itália não tem mais a defesa mais forte do mundo e promete atacar. Os papéis estão invertidos e para encarar o Brasil na decisão a missão da Itália é restabelecer a ordem pré-2008.
Por Tribuna da Bahia



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