Rubro-Negro possui títulos e resultados memoráveis gravados na história do estádio baiano. Relação é retomada neste sábado, contra o Internacional.
‘A festa já começa na ladeira. O sobe-desce, sobe-desce sem parar. A torcida rubro-negra está chegando. Vitória! Vitória! Faz mais um gol pra me alegrar. Olha a trajetória do Vitória. Cheia de glória. Cheia de glória. O povo deu a mão à palmatória. Só dá Vitória. Só dá Vitória’.
(Foto: Thiago Pereira)Embalados por esse cântico, rubro-negros de todas as cores, credos e classes sociais lotaram a Fonte Nova no ano de 1993 para ver o Vitória fazer história. Treinado por Fito Neves, o time baiano destronou rivais de maior tradição e chegou até a final do Campeonato Brasileiro, sempre se aproveitando da força do estádio soteropolitano para conquistar resultados dentro de campo. Vinte anos se passaram desde a grande decisão do torneio nacional. Durante este tempo, o Vitória construiu o Barradão, deixou de mandar partidas na Fonte Nova, mas nunca perdeu a ligação com o palco que um dia foi chamado de casa, e que hoje está mais para um salão de festas.
A história do Vitória se confunde com a do próprio panteão do futebol baiano. Apesar de ter mais de cem anos de fundado, o Rubro-Negro só decidiu investir no futebol de forma séria na década de 1950, após a inauguração da Fonte Nova. Até então, o Leão da Barra era conhecido apenas pelos troféus no remo, fama que mudaria radicalmente a partir de 1953, primeiro ano em que o Campeonato Baiano foi disputado integralmente no estádio símbolo da Bahia.
- As histórias da Fonte Nova e do Vitória se misturam. O estádio é inaugurado em 1951 e, dois anos depois, o Vitória decide profissionalizar seu time de futebol. Até então, o clube era bom no remo e conhecido por ações recreativas da alta sociedade. O Vitória era um time de elite. Então três empresários resolveram investir no Rubro-Negro e trouxeram jogadores de grande sucesso no âmbito nacional. Caso de Quarentinha, que era um ídolo do Botafogo; e o Naldinho, que jogava no Bangu. A ação deu certo, e o Vitória conquistou o título estadual daquele ano – lembra o jornalista e pesquisador esportivo Paulo Leandro.
Por Globo Esporte


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