Tricolor já garantiu três destes pontos. Agora, equipe tem pela frente mais cinco partidas na Arena Fonte Nova e quatro longe da capital baiana
Bahia e Fonte Nova: uma relação que teve início desde os primeiros tijolos do estádio inaugurado em 1951. Uma relação de vitórias e títulos, torcida e paixão, marcada também por uma tragédia, que deixou sete mortos em 2007. Do acidente, porém, não ficaram apenas memórias ruins. Da tragédia, segue-se o recomeço. Dali, o estádio renasceu: mais bonito, mais moderno, mais imponente. E, com ele, renasceu sua relação com o Tricolor baiano. Uma nova relação, que ainda dá seus primeiros passos.
Este namoro reatado, no entanto, ainda não mostra o brilho da paixão antiga. Nos dez jogos disputados na praça esportiva neste ano, o Bahia teve triunfos em apenas três. Amargou, ainda, duas goleadas para o principal rival, o Vitória. O tempo de relacionamento é curto, é verdade. E ainda há pela frente oportunidades infindáveis para reerguer na Arena o que um dia foi sentido na Velha Fonte. E chances num futuro breve não vão faltar.
Até o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, o Tricolor terá a torcida ao seu lado em seis partidas, contabilizada aqui a vitória sobre o Goiás, no último domingo. Para melhorar, em duas oportunidades os jogos em casa serão seguidos. Depois de vencer o Esmeraldino, o Bahia terá pela frente o Flamengo, na quarta-feira. Já na 15ª e 16ª rodadas, nova dobradinha da Fonte Nova: no dia 18 de agosto, o Esquadrão pega o Santos; no dia 25, será a vez do Náutico visitar a Arena. A importância de conquistar os pontos disputados em casa em duelos em sequência foi destacada pelo volante Hélder.
Os três pontos foram os mais importantes da rodada e do campeonato para a gente. Com esses dois jogos em casa, a gente tem que respeitar o Goiás e o Flamengo, mas a gente tem que conseguir esses seis pontos, que vão nos manter no G-4 com certeza. O objetivo foi conquistado, mas sabemos que temos que melhorar muito – avaliou o jogador após a vitória sobre o Goiás, no último domingo.
Na 5ª posição da tabela, com 16 pontos – apenas um atrás do 4º colocado, o Coritiba -, o Bahia tem agora em sua torcida a principal arma para entrar no G-4 e por lá ficar até o fim do primeiro turno. Serão 18 pontos em disputa, dos quais 3 já foram conquistados, com os torcedores gritando a plenos pulmões nas arquibancadas da Arena Fonte Nova. Outras quatro partidas ainda serão protagonizadas longe de Salvador: Atlético-PR, Atlético-MG, Portuguesa e Fluminense vão receber o Bahia em suas casas até a 19ª rodada do Brasileirão.
Nova Arena, nova história
Inaugurada em 7 de abril deste ano, a Arena trouxe poucas alegrias ao Bahia até agora. Na temporada, foram dez partidas na Fonte Nova, duas como visitante. Destas, apenas três renderam triunfos. Outras quatro trouxeram o amargo sabor da derrota. Em três destes reveses, o sabor ruim foi realçado pelo adversário: três clássicos contra o Vitória, três derrotas para o Vitória, duas goleadas para o Vitória – 5 a 1 na inauguração, 2 a 1 no segundo Ba-Vi do ano e 7 a 3 no primeiro jogo da final do Baianão. Três empates completam a lista.
Se forem consideradas apenas as partidas em que o Tricolor foi o mandante, o cenário não é muito diferente. Em oito jogos chamando a Arena Fonte Nova de “casa”, o Bahia saiu vitorioso em apenas três. Foi derrotado em três oportunidades (duas contra o Rubro-Negro baiano, pelo estadual, uma pelo Corinthians, já no Brasileirão) e acumulou dois empates.
Por globo Esporte.com



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