O Vitória determinou uma rota nos três jogos seguidos em Salvador, porém se perdeu no caminho logo na primeira missão e teve que reajustar seu roteiro dentro do Brasileirão.
(Foto: Correio da Bahia)Com a derrota no Ba-Vi, o Leão não pode mais chegar aos 100% de aproveitamento nessa estipulada minimeta, o que impossibilita a ambição de entrar no G-4 ao fim da 29ª rodada, como era projetado.
E ainda nos vestiários da Fonte Nova, logo depois da derrota por 2×0 no clássico, o técnico Ney Franco puxou esse assunto com os jogadores, a fim de não permitir um desânimo eventual. Sem tempo para lamentação, o Vitória já tem duelo contra o Coritiba amanhã, às 18h30, no Barradão, onde também encara o Botafogo quinta-feira, dia 17.
“Temos um grande objetivo (Libertadores) nessa competição e ele ainda não morreu apesar das duas derrotas consecutivas. A gente sabe que, após uma derrota num clássico, se você não tiver uma tranquilidade para gerir de novo, trazer todos de volta, juntar os cacos, perde o controle”, disse o técnico Ney Franco.
“Temos que fazer correção da nossa rota pra jogar forte e fazer seis pontos nos dois próximos jogos”, argumenta Ney, que citou também o revés para o São Paulo, por 3×2, sábado passado, no Morumbi.
Sem somar pontos nas duas últimas rodadas, o Vitória está a oito pontos do G-4 e apenas cinco da zona de rebaixamento. Mesmo com a queda, Ney Franco diz que não vai mudar o jeito de jogar da equipe em função dos resultados negativos. “Depois de um clássico tem dois caminhos: quando ganha, está tudo certo, tudo beleza. Quando perde, pode sim aparecer algumas falhas. O Bahia foi melhor, eu tenho que entender isso. Não é o caminho ficar encobertando a realidade. Mas temos um jeito de jogar e vamos manter”, garantiu o professor.
Defesa
Manutenção no estilo e reforço na atenção. É isso que Ney Franco vai pedir muito no treino de hoje. O foco será a marcação nas jogadas de bola parada, ponto determinante nas duas derrotas.
Contra o São Paulo, dois dos três gols saíram assim. No Ba-Vi, o primeiro gol. “Bati muito nesse tipo de marcação, mas os adversários acabaram escapando da marcação e fizeram o gol. Serve como alerta para que a gente possa recuperar”, relata Ney, preocupado com a defesa rubro-negra, que, com 40 gols sofridos, é a quarta pior do campeonato.
Por Correio da Bahia


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