Já é de conhecimento geral que a prática diária e regular de atividade física proporciona uma proteção contra doenças cardiovasculares devido à diminuição das placas de arteroma 
melhorando o perfil lipídico e reduzindo os níveis pressóricos, mas em determinadas doenças cardíacas a prática indiscriminada não é recomendada.
O futebol é o esporte mais popular do mundo e tem aproximadamente 200 milhões de praticantes. É um esporte onde há uma mistura de sprints de curta duração, corrida de alta intensidade, pulos, dribles, contato, mudança de direções e caminhada.
A intensidade de uma partida de futebol varia de 80-90% da frequência cardíaca máxima. Atletas de elite precisam adquirir uma melhor capacidade aeróbica a fim de suportar a demanda energética. Essas adaptações dependem do volume, intensidade, frequência dos treinos e anos de treinamento. Está cada vez mais comum relatos de atletas que morreram subitamente por problemas cardíacos, pois o esporte pode servir de gatilho para que isso ocorra.
Entretanto, um estudo recente publicado na Medicine & Science in Sports Exercise realizado por pesquisadores da Dinamarca demonstrou efeitos benéficos do treinamento do futebol na melhora da capacidade cardíaca de portadores de diabetes tipo 2. Eles constataram que o futebol melhorou a flexibilidade cardíaca e em 60% dos participantes com pressão alta houve uma queda dos níveis pressóricos, além de diminuir a chance do desenvolvimento de insuficiência cardíaca.
Por A Tarde


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