Conversa de Compadres reúne os músicos João Omar e Saulo Boavista.
O Conversa de Compadres, segundo seus idealizadores, nasceu com a intenção de divulgar a obra de cantautores. O termo pode ser desconhecido, mas caracteriza artistas que o público conhece bem, como Chico Buarque, Caetano Veloso e o nosso menestrel, Elomar Figueira, alguns exemplos brasileiros.
No cenário internacional se destacam nomes como Joan Baez, Bob Dylan e Elton John, só para citar alguns. O termo cantautor é um neologismo que tem origem na junção das palavras cantor + autor. Mais que uma palavra, trata-se da classificação aplicada a músicos que se caracterizam por serem autores e intérpretes de suas próprias composições.
O primeiro Conversa de Compadres, focado em artistas com essa pegada, aconteceu em 2012, quando os músicos Alisson Menezes, Gutemba e Paulo Gabiru se reuniram no Teatro Carlos Jehovah. “Tudo aconteceu de forma espontânea, convidamos os músicos que toparam prontamente e daí foram surgindo parceiros que estão conosco até hoje, como o Instituto Mandacaru”, detalha Leu Couto, produtora do projeto. Na época, a apresentação também marcou uma homenagem ao cantor e compositor Dércio Marques, que havia falecido recentemente.
Para Luciana Oliveira, jornalista e também produtora do projeto, o Conversa de Compadres é uma oportunidade de apresentar um panorama do cantautor nacional. “Estamos conversando com diversos músicos, sempre tendo em vista a diversidade, pois o cantautor é um fenômeno universal que se relaciona com diferentes manifestações artísticas, é um projeto que tem espaço para a música autoral, sobretudo aquela do cenário independente”, relata.
Prosa regada a música
Em 2014, o projeto retorna com a previsão de apresentações ao longo de todo o ano. A primeira reunirá os músicos João Omar e Saulo Boavista no mesmo Carlos Jehovah, na próxima quarta-feira (26), no show “Vista para o Mar”. O compositor, instrumentista, arranjador, maestro e diretor musical João Omar se destaca pela atuação multifacetada no cenário da música. Com uma trajetória longa e sólida, tem desenvolvido composições de trilhas sonoras para animações, vídeos, filmes e espetáculos teatrais, além de se apresentar em variadas formações musicais. De orientação clássica, o músico também flerta com produções contemporâneas da música instrumental.
Já Saulo Boavista, soteropolitano radicado em São Paulo, canta e compõe desde criança e hoje ainda se arrisca na percussão. O artista, que já morou em Conquista, está de volta à cidade especialmente para o Conversa de Compadres. O encontro dele com João Omar não é mera casualidade. A parceria e amizade dos dois vêm da produção do primeiro CD de Saulo, que contou com a direção musical e arranjos do maestro. Esta apresentação marca uma pausa numa fase de introspecção, na qual Saulo mergulhou para a produção de seu segundo CD, ainda no forno. O músico apresenta um DNA musical carregado de bossa, samba e uma paixão pela música de outros tempos. Ele vem se dedicando a um trabalho de pesquisa musical, resgatando composições e nomes do cenário musical brasileiro da primeira metade do século XX.
Por Luciana Oliveira



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