Os estudos epidemiológicos mostram que muitos países ao redor do mundo já apresentam experiências anuais de surtos e mortes relacionados ao calor ou ao frio seguindo os padrões atuais do clima.
O risco aumenta quando as temperaturas sobem ultrapassando os níveis do limiar normal do corpo ou quando caem abaixo desse limiar. Eles ressaltam que esse risco aumenta em certas regiões do mundo e com certas populações (fatores idade e condição sócio econômica).
Apesar do risco da variação de temperaturas nos países indicar que as populações podem se adaptar às condições climáticas locais, a taxa na qual a temperatura alta no futuro é esperada e a sua variabilidade será sem precendentes desde os tempos da agricultura, o que torna improvável uma adaptação societal futura ao clima de calor como era antigamente. Com o passar do tempo podera ocorrer algum grau de adaptação em termos de fisiologia, mudanças compostamentais e medidas tecnológicas como o uso mais abrangente do ar condicionado. Tendências passadas em reduzir o risco relacionado ao frio devido às melhoras no sistema de saúde, de habitação e outros fatores também podem continuar.
Reduções na tolerância ao calor e ao frio entre os idosos pode ser causada pela condição crônica de saúde e pela tolerância aeróbia pobre, do que pela idade em si. Uma melhor saúde e bem estar geral dos idosos pode ajudar a aliviar alguns dos grandes surtos esperados. Trabalhos futuros devem focar na modelagem de adaptações espontâneas e planejadas das altas temperatura.
Por Equipe Nutrição & Boa Forma / Agência Estado



Comente agora
Comente esta matéria