Um grupo de produtores de cinema da Bahia deu início neste sábado (3) a uma campanha via redes sociais contra a suspensão de um edital de incentivo a produção de filmes de curta-metragem.
(Foto: Reprodução/ Facebook) O edital “Curta Afirmativo: protagonismo da juventude negra na produção audiovisual” foi lançado no final de 2012 e premiou 30 projetos de jovens negros, onze deles baianos. A ação intitulada “Daria um Filme” com o uso da hastag #boicotarammeufilme quer a anulação da liminar determinada por um juiz da 5º Vara da seção judiciária do Maranhão. Segundo essa ação, o argumento é que o edital lesaria o patrimônio público e ofenderia princípios jurídico-constitucionais. A alegação é rechaçada pelos participantes da campanha. Segundo um dos líderes da inciativa, o baiano Ailton Pinheiro, o valor de R$ 100 mil para cada trabalho é pouco diante do que é investido no meio. “Para você ter ideia, um filme de longa metragem de baixo orçamento no Brasil custa de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões, por baixo. E se você pensar que “Lula, o filho do Brasil” [de Fábio Barreto] teve um orçamento em torno de R$ 17 milhões?”, questiona em entrevista ao Bahia Notícias. Pinheiro diz que a suspensão já é a segunda que eles enfrentam desde que o edital foi lançado. A primeira ocorreu em 2013 e a segunda foi agora em meados de abril. O produtor que tenta fazer as gravações de “Poesia Azeviche”, de sua autoria sobre histórias de vida de compositores de blocos afros, está atado. “Nós chegamos até a assinar contrato e abrir conta, mas com essa liminar eles cancelaram o pagamento”, diz. Pinheiro diz que tem feito contato com outros ganhadores do edital e que novas ações devem ser encaminhadas nas próximas horas e nos próximos dias. Cobrarão mais ação e menos drama na Justiça.
Por Bahia Notícias


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