Com canções que falam de luta, igualdade e consciência, o reggae nasceu na Jamaica, conquistou o mundo e ganhou espaço e identificação na Bahia.
(Foto: Secult/BA)O Dia Nacional do Reggae é oficialmente comemorado em 11 de maio, a data escolhida pelo Governo Federal em 2012 que marca o dia do falecimento de Robert Nesta Marley, lendário cantor e compositor popularmente conhecido como Bob Marley, que há 33 anos deixou saudades para os fãs.
No Pelourinho, o mês de maio é palco de celebrações à obra de Marley e ao reggae baiano. Diversas atrações locais e convidados agitam os espaços do Pelô, em eventos gratuitos ou a preços populares.
Toda a programação cultural é promovida pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), órgão da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).
A programação, que começou na última semana, já trouxe shows como os de Zuluz, Badaró Jambrass e Direto ao Ponto. O mês ainda promete esquentar com atrações como George Nascimento, Semente Roots, Aspiral do Reggae, Olodum, Cortejo Afro, Shamáyim Zion, Edy Vox, Leo Bazico e MoaAnbesa.
Sine Calmon
Um dos principais nomes do reggae baiano, que se apresentará no Pelourinho com a sua banda Morrão Fumegante, Sine Calmon considera as comemorações ao mês do reggae uma forma importante de valorização desse ritmo contagiante.
“Eu me sinto feliz em perceber que o reggae a cada dia ocupa mais espaço nos eventos em Salvador. Esta homenagem é mais que merecida e deveria servir de modelo para que o reggae tenha mais atenção na Bahia”, defende o músico.
Sine Calmon adianta que em seu próximo show, dia 13, no Largo Pedro Archanjo, fará o lançamento de sua nova música de trabalho ‘Se liga, Brasil’, que homenageia a seleção brasileira de futebol.
Outro destaque do mês será o projeto ‘Elas Cantam Bob Marley’, que promete emocionar o público mostrando a força feminina no reggae. O projeto reunirá cantoras de diferentes estilos musicais prestando sua homenagem a Marley.
Para a produtora do evento e coordenadora da Associação Cultural Aspiral do Reggae, Jussara Santana, a data representa uma conquista. “A Lei 12.630, que instituiu o Dia Nacional do Reggae, foi resultado de oito anos de luta da qual nossa associação participou. O reggae não é só música, é também política. Reggae é revolução”, declara a produtora.
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Por SECOM/BA


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