Documentos históricos inspiram artistas da 3ª Bienal da Bahia

21/mai/2014 . 12:53


Exposição que será aberta no Arquivo Público do Estado da Bahia é um dos resultados do Projeto Campo Gravitacional Arquivo e Ficção, que reúne criadores de artes visuais e profissionais da preservação da memória. Próximo encontro será no dia 22 de maio.

A partir de documentos de arquivos, bibliotecas e museus, um grupo com nove artistas do país e uma autora de Cuba está criando obras de arte.

(Foto: Leandro Lima)

(Foto: Leandro Lima)

A exposição destas obras, que será montada no Arquivo Público do Estado, a partir de 17 de julho, é uma das ações resultantes do projeto Campo Gravitacional Arquivo e Ficção, que vem reunindo criadores de artes visuais, arquivistas, bibliotecários, museólogos e estudantes e que integra a segunda etapa da 3ª Bienal da Bahia – evento realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-Ba) de 29 de maio a 7 de setembro.

Os artistas que acompanham as discussões sobre processos artísticos e procedimentos arquivísticos e que mostrarão trabalhos no Arquivo Público são: Eustáquio Neves (MG), Omar Salomão (RJ), Ícaro Lira (CE), Rodrigo Matheus (SP), Gaio (BA), Paulo Bruscky (PE), José Rufino (PB), Maria Magdalena Campos-Pons (Cuba), Paulo Nazareth (MG) e Giselle Beiguelman (SP).

Até agora foram realizadas 15 edições de debates em bibliotecas, arquivos e no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Ba).  O próximo encontro será no dia 22 de maio, no Arquivo Histórico Municipal. O cearense Ícaro Lira acompanha os debates com o objetivo de pensar metodologias de catalogações. O acesso do público é gratuito.

Chave mágica

O estreitamento dos laços entre arquivistas e artistas pode possibilitar o encontro de uma “chave mágica”, relacionada à ficção, que dê acesso a arquivos, bibliotecas e museus. É o que defende Ana Pato, uma das curadoras chefes da 3ª Bienal da Bahia e curadora do projeto Campo Gravitacional Arquivo Ficção. “Estes espaços têm seu público assíduo, formado por pesquisadores e estudiosos que já sabem o que procurar. A proposta com os debates é atrair os que não sabem o que procurar, mudando o sentido da experiência em arquivos”, detalha.

Outra faceta do projeto é relacionada com a forma de se preservar documentos relacionados à produção artística. “Para o arquivista, que se coloca como guardião da memória, um documento é a prova da história, ele é sagrado. Mas neste registro não se pode perder a dimensão de que o artista emociona e toca as pessoas”, considera a curadora. O projeto de discussões busca a fluidez da relação entre a produção da arte contemporânea e profissionais da preservação da memória, incluindo técnicos municipais, estaduais e federais.

Grupos de Trabalho

O projeto Campo Gravitacional Arquivo e Ficção está sendo desenvolvido por três Grupos de Trabalho. O GT de Arquivistas é formado por museólogos e arquivistas e objetiva questionar procedimentos arquivísticos e processos artísticos. No final do processo o grupo fará uma curadoria para a Parede Galeria, espaço expositivo do Instituto de Ciência da Informação.

A comissão organizadora deste GT é formada por Ana Pato, Rubens Ribeiro (diretor do Instituto de Ciência da Informação / UFBA), Ruth Marcelino (gerente do Arquivo Histórico Municipal / FGM), Marcelo Cunha (pesquisador e professor de Museologia da UFBA) e Teresa Matos (diretora do Arquivo Público do Estado da Bahia / FPC).

O GT Bibliotecas é composto por arquitetos, um dançarino e uma pedagoga e tem como tema os espaços físicos das bibliotecas. O objetivo final do trabalho dos componentes é criar um mobiliário e publicar um manual de uso. O GT Narradores, que tem como membros comunicadores independentes, se propõe a narrar, por meio de mídias independentes, o Campo Gravitacional Arquivo e Ficção. Uma publicação, no modelo Panfleto Sanitário do MAM-Ba, marca o final dos trabalhos.

Participam do Projeto Campo Gravitacional Arquivo Ficção o Arquivo Histórico Municipal da Fundação Gregório de Mattos da Prefeitura do Salvador, o Arquivo Público do Estado, as bibliotecas públicas estaduais, administradas pela Fundação Pedro Calmon, o Instituto de Ciência da Informação, o curso de Museologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, o Centro de Memória da Bahia, o Museu Afro-brasileiro – UFBA.

Por Secult/BA

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