Na Bahia, 165 casos de ataques a bancos foram registrados em 2012, com oito agências fechadas e a população, sem serviços. Em recente entrevista a um órgão de imprensa baiano, o coronel da PM, Antônio Ferreira Fontes, não deixou de lado a responsabilidade dos bancos.
(Foto: Ascom/SEEB)Na entrevista, o senhor reconheceu que o efetivo no interior é insuficiente para garantir a segurança em casos de ataques a bancos. Quais as carências?
Não disse que o efetivo é insuficiente. Quando ele me pergunta se o efetivo de uma cidade pequena é insuficiente para fazer frente a um ataque de uma quadrilha com 10 assaltantes, digo que é claro que não é suficiente, porque o efetivo está dimensionado de acordo com a rotina daquela cidade. É bom que ressaltemos isso. Aquele efetivo está na cidade para cuidar do que ocorre rotineiramente. Para ocorrências que fogem ao cotidiano, temos o apoio das unidades especializadas.
E quanto ao papel dos bancos?
Não é possível que tenhamos um estabelecimento com cofre guardando milhões e nenhuma segurança orgânica. Se é um lugar em que se guarda mais de R$1 mi, tem de ter uma segurança compatível. Isso não ocorre. A instituição financeira não se preocupa em criar nenhum mecanismo que dificulte a ação criminosa. Eles instalam o terminal [de autoatendimento] em qualquer lugar sem nos consultar. Então, se atribui à polícia militar a responsabilidade em um processo que tem de ter a participação da instituição financeira.
Qual a dificuldade em dialogar com os bancos e quais os planos para 2013?
Só quem tem uma interface conosco é o Banco do Brasil. As outras unidades sequer mantêm contato. Nem mesmo quando sofrem ações criminosas. A dificuldade está nesse distanciamento da instituição financeira. Aumentamos a quantidade de guarnições, para fazer frente à investida desses marginais. Isso tem surtido efeito. Pode-se observar que, embora o mês de dezembro seja de muito movimento e dinheiro, tivemos pouquíssimas ocorrências. Eles [os bancos] não estão assumindo a responsabilidade nesse processo. Gostaria que o Sindicato dos Bancários interagisse conosco. Vocês têm muitas informações de que precisamos.
Por Ascom/SEEB Vitória da Conquista


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