Com 96% das obras emergências já concluídas, esteticamente o Forte do Barbalho já começa a apresentar sua beleza arquitetônica própria. De acordo com o administrador do equipamento, Jaime Freitas, a partir do mês de agosto, o local será palco da filmagem de um longa metragem sobre a vida de Irmã Dulce.
(Foto: divulgação)As obras de recuperação tiveram inicio no mês de fevereiro serão concluídas no inicio do próximo mês de agosto. Entre as intervenções realizadas está a reconstrução dos baluartes, conhecidas como guaritas, capinagem de toda área, pintura, reformas de duas salas que estavam para desabar, além da recomposição e consolidação da alvenaria e dos muros da estrutura. Para as obras, o governo disponibilizou através da Secretária de Cultura do Estado da Bahia uma verba no valor R$ 3,3 milhões.
Também conhecido como Forte de Nossa Senhora do Monte Carmelo, e o maior do estado, o monumento já serviu como palco de guerra contra as invasões dos holandeses, aprisionou escravos e presos políticos na ditadura militar. Antes do início das obras, o Forte estava em total abandono, com pavilhões desativados, rachaduras nas paredes internas e externas, piso danificado, entulhos e paredes cobertas de mato e limo, conforme denunciou a Tribuna em reportagem no primeiro semestre do ano passado.
O filme sobre a Bem-Aventurada Dulce dos Pobres será produzido pela Migdal Filmes e será uma cinebiografia da mulher que dedicou sua vida a cuidar dos pobres. A obra contará com a participação de atores baianos.
Ainda de acordo com Freitas, durante as obras, duas amendoeiras que foram arrancadas por estarem causando rachaduras na estrutura do Forte serão substituídas por novas árvores. “É muito bom poder estar presente na recuperação de um patrimônio que teve grande importância para a Bahia. Minha esperança é que o Forte seja totalmente recuperado e que os baianos possam desfrutar de um ambiente como este”, completou.
As obras emergenciais do Forte tiveram início no mês de fevereiro, após ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), no mês de maio 2012 contra a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), o Estado da Bahia e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Na ocasião, o MPF solicitou a realização de obras e intervenções para a completa recuperação e restauração do Forte num prazo de 90 dias, sob pena de multa de R$ 10 mil por semana.
“A comunidade do Barbalho está feliz pela recuperação do Forte. Depois de recuperado, o governo deveria transformá-lo em um local de lazer para os baianos. As pessoas precisam conhecer a história deste patrimônio”, disse o morador do bairro, Carlos Carvalho, 60 anos.
Por Tribuna da Bahia


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