O mais novo longa metragem de Bruno Barreto, o filme “Flores Raras”, chega aos cinemas de todo o país nessa sexta-feira (16/8). Todo falado em inglês e estrelado por Glória Pires e Miranda Otto, recria o Rio de Janeiro nas décadas de 50 e 60 do século passado, acompanhando a real história de amor ente a poeta norte-americana Elisabeth Bishop e a arquiteta e paisagista Lota de Macedo Soares, filha de José Eduardo de Macedo Soares, ex-ministro de Getúlio Vargas e dono do Jornal “Diário Carioca”.
(Foto: divulgação)Para a atriz Glória Pires e o diretor Bruno Barreto, o filme não poderia chegar em um momento mais oportuno. “Flores Raras” chega exatamente em meio à discussões fervorosas sobre o respeito à homossexualidade no Brasil, já que a obra traz uma história de amor entre duas mulheres com visão bem humanista, fugindo de estereótipos. Para Glória Pires, “Flores Raras” desmistifica o universo gay ao mostrar um relacionamento comum. Glória Pires, que interpreta a arquiteta autodidata Lota de Macedo Soares é uma profissional otimista, autoconfiante e empreendedora. A poeta norte-americana Elisabeth Bishop é uma mulher emocionalmente frágil, alcoólatra e que passa a vida em viagens, sem família e residência fixa.
No transcorrer da união das duas, a Elisabeth Bishop que era uma mulher frágil, torna-se cada vez mais forte à medida que sofre diversas perdas. Lota de Macedo Soares, torna-se cada vez mais fraca quando vê ameaçado o grande amor de sua vida e o controle do seu maior projeto, o Parque do Flamengo no Rio de Janeiro.
Vale ressaltar que a reconstituição de época ficou perfeita. As cenas de reconstrução do Parque do Flamengo foram filmadas em um descampado da Barra da Tijuca e finalizadas por meio de computação gráfica.
A ideia de levar às telas a relação entre a poetisa americana Elisabeth Bishop e a brasileira foi de Lucy Barreto, mãe do diretor e produtora do longa, que comprou os direitos autorais do livro Flores Raras e Banalíssimas em 1995. Na época Barreto e Hector Babenco não se interessaram em filmar. Quando a atriz Amy Irving, ex-mulher do diretor, fez o monólogo Um Porto para Elisabeth Bishop, a história finalmente lhe chamou a atenção. “Vi Amy interpretando e comecei a me interessar. Fui ler o livro, as poesias.
Tentei encontrar o ângulo da história, os motivos para contá-la”. Para Barreto, o eixo da trama é a perda. A história de amor se desenvolve em torno da questão. “A vencedora vai ficando cada vez mais fraca e a alcoólatra mais forte por saber lidar com as situações”, ressaltou.
Por Tribuna da Bahia


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