Devotos de outras cidades veneram Iemanjá em Salvador e falam sobre fé e preconceito

Devotos de terreiros de umbanda e candomblé de municípios baianos atravessaram quilômetros de estrada para saudarem Iemanjá nesta segunda-feira (2) em Salvador, seguindo os caminhos da tradição. Entre os depoimentos captados pelo Bahia Notícias, fé e preconceito – sofridos pelos religiosos – foram palavras levantadas pelos adeptos das religiões de matriz africana.
O devoto Cosme Félix, do terreiro de Oxossí de Ponto Novo, centro norte baiano, diz que sofre preconceito em sua cidade por ser adepto à umbanda.
Seus conterrâneos acreditam que a religião está associada a “coisa do mal”. “Queremos ser vistos na mídia para melhorar a visão do candomblé e da umbanda.
Sabemos do poder que a imprensa tem”, afirmou Félix, durante os festejos à rainha do mar. De Cansanção, nordeste baiano, o terreiro Yle Axe Ogum Mege traz um ônibus cheio com 50 ocupantes para a festa de iemanjá há três anos. O devoto do espaço religioso, Florisvaldo Oliveira, acredita o preconceito decorre da “desunião”. “Tem o preconceito, mas não é muito. Normalmente, é espalhado.
Os terreiros teriam que se unir mais”, comentou. A umbandista do terreiro de Feira de Santana Pai Capangueiro, Jurema Lima, completa com a sua mãe 47 anos de vinda a Salvador como parte da tradição da casa religiosa onde frequenta. “Aqui está a raiz. A gente vem para ter o fundamento, para pedir força, agradecer as realizações a cada ano que ela vem nos dando”, disse Jurema.
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Por Bahia Notícia










