Internauta flagra captação gigantesca das águas do Rio Ribeirão para fazenda em Ribeirão do Largo, com mais de mil pés de café

Diante da maior crise hídrica já vivida pela região sudoeste da Bahia e parte de Minas Gerais, que atinge principalmente o Rio Pardo e seus afluentes, que abastecem as cidades Itambé, Encruzilhada, Firmino Alves, entre muitos outros, a cena mais comum que se vê nestas cidades, nesse período de desabastecimento, é a de caminhões pipas trabalhando constantemente levando água diretamente à população, que passa por situação de humilhação, tendo as vezes que brigar para conseguir um balde de água para beber.
Diante desta situação de calamidade pública, os poderes municipais, estaduais através das entidades constituídas para gerir os recursos hídricos de domínio público, extremamente essencial a vida humana deveriam dar uma resposta imediata e enérgica a sociedade, quanto a fiscalização do uso da água, fazendo cumprir a Política Nacional dos Recursos Hídricos (Lei 9.433/97), que diz que a água é um bem de domínio público. É um recurso natural limitado, dotado de valor econômico, que em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais.
A população procura por respostas para essa situação e muitas suposições são passadas de boca em boca, diante da falta de resposta e omissão do Governo do Estado, através do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA, que até o momento não divulgou à população o resultado das supostas ações de fiscalizações, anunciadas nesse momento crítico. Se falam muito de barragens e supostas irrigações de grandes fazendas para alimentar milhares de pés de café, mantendo assim, a custo do sofrimento de comunidades inteiras, o poder econômico de grandes latifundiários intacto.
ois a história deixou de ser suposição, porque um internauta, leitor do Blog Itambeagora, flagrou e registrou em fotos e vídeo uma dessas fazendas sugadoras de rios extraindo indiscriminadamente, do Rio Ribeirão, localidade pertencente ao município de Ribeirão do Largo – com uma poderosa estrutura de captação de água, até mesmo comparada com a da Embasa de Itambé, milhares de litros d’água para banhar mais de mil pés de café, diariamente, como afirma moradores vizinhos a essa fazenda, localizada na região da tapera, naquele município. O Rio Ribeirão é um dos afluentes do Rio Pardo e também sofre com a escassez de água, devido à seca que assola a região.
Cabe ao INEMA verificar essa informação, e, até mesmo suspender a outorga de direitos de uso dos recursos hídricos, se tiver, em cumprimento a Política Nacional dos Recursos Hídricos (Lei 9.433/97), que diz que a água é um bem de domínio público. É um recurso natural limitado, dotado de valor econômico, que em situações de escassez, o uso prioritário dos recursos hídricos é o consumo humano e a dessedentação de animais.
No artigo 15 da Lei 9.433/97, diz que a outorga de direito de uso de recursos hídricos poderá ser suspensa parcial ou totalmente, em definitivo ou por prazo determinado, nas circunstâncias de necessidade premente de água para atender a situações de calamidade, inclusive as decorrentes de condições climáticas adversas; na necessidade de se prevenir ou reverter grave degradação ambiental; na necessidade de se atender a usos prioritários, de interesse coletivo, para os quais não se disponha de fontes alternativas; necessidade de serem mantidas as características de navegabilidade do corpo de água.
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Por Itambé Agora










