Após vender sanduíche, medalhista na luta teme pelo esporte depois de 2016

A ficha ainda está caindo para a paulista Aline Silva, dona de um feito inédito na história da luta olímpica brasileira. No último dia 11, ela faturou a medalha de prata na modalidade luta feminina (categoria 75 kg) do Campeonato Mundial de luta olímpica, realizado na cidade de Tashkent, no Uzbequistão. Para se ter uma ideia da dimensão da conquista, nunca um atleta brasileiro (homem ou mulher) havia subido ao pódio em Mundiais adultos na luta. Principal nome de uma modalidade sem tradição no país, Aline desponta como esperança para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, mas fica alerta sobre o futuro do esporte brasileiro depois das Olimpíadas.
“Agora, a dois anos dos Jogos, não faltam patrocinadores. Até o Rio 2016 o esporte está seguro no Brasil, mas a gente depende de bons resultados para que isso continue no futuro”, afirmou a atleta de 27 anos, que integra desde 2009 a equipe de luta olímpica do Sesi (SP), cujo projeto foi o responsável por resgatá-la para a modalidade e lhe ajudar a superar o momento mais difícil de sua carreira.
“Em 2007, recebi uma proposta para treinar em Curitiba, estavam montando um projeto de luta olímpica por lá. Mas o projeto não vingou e só fiquei por lá pois tinha uma bolsa de estudo em uma faculdade de educação física. Mas passei por muitas dificuldades financeiras, cheguei a trabalhar em balada, vendia sanduíche e alfajor na faculdade, tinha que me virar”, relembra Aline Silva.
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Por O Dia










